Jean Wyllys se retrata publicamente ao MBL por decisão judicial

Wyllys admite ter espalhado informações falsas; esta é a segunda condenação do ex-deputado relacionada ao movimento.

19/01/2026 19:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Jean Wyllys se Retrata Publicamente sobre o MBL

O ex-deputado federal Jean Wyllys (PT-RJ) fez uma retratação pública em 18 de janeiro de 2026, direcionada ao Movimento Brasil Livre (MBL). A declaração ocorreu após a condenação na 43ª Vara Cível de São Paulo, que o responsabilizou por disseminar informações falsas sobre membros da organização. O recurso que Wyllys apresentou para contestar a decisão foi rejeitado pela segunda instância judicial.

Em sua postagem no X, Wyllys afirmou que não pode afirmar que qualquer integrante do MBL cometeu crimes e se comprometeu a não repetir tais acusações, sob pena de sanções legais. Esta não é a primeira vez que Wyllys enfrenta condenações relacionadas ao MBL; em outubro de 2023, ele foi condenado a pagar R$ 10 mil por ofensas feitas nas redes sociais, onde chamou os membros do movimento de “defensores do nazismo” e “assediadores de mulheres”.

Contexto da Retratação

Wyllys reconheceu, em seu perfil, que havia compartilhado informações falsas sobre o MBL. Ele mencionou o processo judicial em sua retratação, que foi motivado por insultos dirigidos a integrantes do movimento. O ex-deputado se manifestou em defesa do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), que havia sido criticado por expulsar um membro do MBL da Câmara em abril de 2024, e que teve seu mandato suspenso por seis meses em dezembro do mesmo ano.

Na ocasião, Wyllys fez declarações contundentes, afirmando que era necessário impor limites a “vigários, ladrões e mentirosos doentios”. A Justiça, em sua recente decisão, considerou que as manifestações de Wyllys foram excessivas e atendeu ao pedido do MBL para a retratação pública, mas negou o pedido de indenização por danos morais.

Conflitos Anteriores entre Wyllys e o MBL

Em uma condenação anterior, em 2023, o juiz Danilo Mansano Barioni destacou que Wyllys havia ultrapassado os limites da liberdade de expressão ao criticar opositores e integrantes do MBL. O magistrado afirmou que o ex-deputado havia conduzido uma campanha caluniosa e difamatória, com a intenção de prejudicar a imagem do movimento.

Após cumprir a determinação judicial, Wyllys continuou a criticar o MBL, mencionando episódios envolvendo seus integrantes, como a cassação do ex-deputado estadual Arthur do Val e declarações polêmicas do deputado Kim Kataguiri sobre o nazismo. Em uma nova manifestação, Wyllys sugeriu que se o MBL não puder lidar com críticas, seus líderes deveriam reconsiderar sua atuação na política.

Fonte por: Poder 360

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