Críticas de Gustavo Marques à Arbitragem Feminina Geram Polêmica
O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, expressou sua insatisfação com a escolha da árbitra Daiane Muniz para apitar a partida contra o São Paulo, que ocorreu no último sábado (21 de fevereiro de 2026). A crítica veio após a derrota do Bragantino por 2 a 1, que resultou na eliminação do time do Campeonato Paulista. Após a repercussão negativa de suas declarações, o jogador pediu desculpas publicamente e buscou a juíza para se retratar.
Declarações Controversas e Repercussão
Em entrevista após o jogo, Gustavo questionou a decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de escalar uma mulher para um jogo considerado decisivo. Ele sugeriu que a entidade deveria “olhar para jogos desse tamanho” ao definir a arbitragem. O atleta também comentou que a atuação da árbitra “acabou com o jogo” do Bragantino, referindo-se a um lance polêmico nos minutos finais, onde a equipe reclamou de um possível pênalti não marcado.
As declarações de Gustavo geraram críticas de torcedores e outros atletas, que consideraram suas palavras como machistas nas redes sociais.
Posicionamentos da FPF e do Red Bull Bragantino
A FPF emitiu uma nota expressando sua “indignação” com as declarações do jogador, afirmando que questionar a capacidade de um árbitro com base em seu gênero é incompatível com os valores do esporte. A entidade anunciou que encaminhará o caso à Justiça Desportiva para análise de possíveis providências. A FPF destacou que Daiane Muniz possui qualificação técnica reconhecida e integra os quadros da FPF, CBF e FIFA.
O Red Bull Bragantino também se manifestou, repudiando a fala de Gustavo e reforçando o pedido de desculpas à árbitra e às mulheres. O clube informou que avaliará uma possível punição interna ao jogador, enfatizando que “nada justifica o que foi dito”, mesmo diante da frustração pela eliminação.
Retratação e Debate sobre Arbitragem Feminina
Após a repercussão negativa, Gustavo Marques voltou à zona mista do estádio para pedir desculpas, afirmando que falou “de cabeça quente” e reconhecendo seu erro. Ele procurou Daiane Muniz e uma das assistentes para se retratar pessoalmente. O jogador relatou que a árbitra aceitou suas desculpas e o orientou a ter mais cuidado com suas declarações públicas.
O episódio reacendeu o debate sobre a presença de mulheres na arbitragem do futebol brasileiro e sobre manifestações consideradas discriminatórias no ambiente esportivo. A Justiça Desportiva deverá avaliar se haverá abertura de um procedimento disciplinar contra o atleta.
Fonte por: Poder 360
