Revogação da Liberdade Condicional de Bruno Fernandes
A Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro revogou a liberdade condicional do ex-goleiro Bruno Fernandes na última sexta-feira (6 de fevereiro de 2026). A decisão foi tomada após um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Bruno foi condenado pelo homicídio de Eliza Samudio.
Motivos da Revogação
De acordo com a Justiça, a liberdade condicional concedida em janeiro de 2023 não teve efeitos, pois o ex-atleta não compareceu ao ato obrigatório para formalizar o benefício, conforme estipulado pela Lei de Execução Penal.
Consequências da Decisão
Com a revogação, Bruno tem um prazo de 5 dias para se apresentar ao sistema penitenciário e retornar ao regime semiaberto. Caso não cumpra essa determinação, a Justiça poderá emitir um mandado de prisão.
Contexto da Revogação
A revogação ocorreu poucos dias após Bruno compartilhar imagens nas redes sociais em que aparece no Maracanã, assistindo a um jogo do Flamengo como torcedor, fazendo referência ao seu retorno ao estádio onde jogou profissionalmente.
Histórico Penal de Bruno Fernandes
A execução penal de Bruno foi transferida para o Rio de Janeiro em 2021. O livramento condicional, que é a fase final antes da extinção da pena, havia sido autorizado pela Justiça em 2023. Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, com quem teve um filho. Ele foi preso em 2013, passou ao regime semiaberto em 2019 e estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Desde então, tentou retomar a carreira no futebol, tendo seu último clube como o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, que rescindiu o contrato uma semana antes da decisão judicial.
Fonte por: Poder 360
