Justiça determina que caso de PM morta com tiro na cabeça seja tratado como feminicídio

Classificação de morte muda de suicídio para “morte suspeita”, e investigação ganha novo direcionamento.

11/03/2026 14:30

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Gisele Alves Santana, de 32 anos, esposa de um tenente-coronel d...

Investigação sobre a morte de policial em São Paulo é reclassificada como feminicídio

A Justiça de São Paulo determinou, nesta terça-feira (10), que a polícia investigue a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em sua residência com um tiro na cabeça, sob a perspectiva de feminicídio.

De acordo com Geraldo Neto, esposo da vítima, Gisele teria tirado a própria vida no dia 18 de fevereiro, após uma discussão em que ele sugeriu a separação. Ele afirma que estava no banho quando ouviu o disparo e encontrou Gisele já baleada no chão.

Inicialmente, a morte foi registrada como suicídio, mas a classificação foi alterada após a família de Gisele relatar que ela sofria abusos e violência por parte do marido, levando o caso a ser tratado como morte suspeita.

Redistribuição do caso para o Tribunal do Júri

A juíza Giovanna Christina Colares decidiu que o caso será redistribuído para uma Vara do Tribunal do Júri, onde são julgados crimes contra a vida, em resposta ao pedido baseado na natureza do delito investigado.

Na última sexta-feira (6), a Justiça autorizou a exumação do corpo de Gisele. Um laudo pericial revelou lesões na face e na região cervical da vítima, indicando que as marcas eram compatíveis com agressões físicas, mas não apresentavam sinais típicos de defesa.

Possibilidade de prisão do esposo

Fontes da Polícia Civil indicam que as novas evidências aumentam as chances de o caso ser tratado como feminicídio, o que pode resultar em um pedido de prisão de Geraldo Neto. O laudo necroscópico realizado um dia após a morte já havia apontado lesões no pescoço de Gisele, embora não tenham sido classificadas como contundentes na ocasião.

A defesa de Geraldo Neto afirmou que ainda não teve acesso ao laudo e reiterou que ele não é considerado investigado ou suspeito no caso, além de afirmar que o policial tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações.

Conclusão sobre o caso

O caso da morte de Gisele Alves Santana levanta questões sérias sobre violência doméstica e feminicídio, refletindo a necessidade de uma investigação minuciosa e imparcial. A reclassificação da morte e a redistribuição do caso para o Tribunal do Júri são passos importantes para garantir que a verdade seja apurada e que a justiça seja feita.

Fonte por: Jovem Pan

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