Justiça do Rio determina apreensão de adolescente acusado de estupro coletivo
Ministério Público reverte medida socioeducativa após novas denúncias contra jovem
Mandado de Busca e Apreensão em Caso de Estupro Coletivo no Rio de Janeiro
A Vara de Infância e Juventude do Rio de Janeiro emitiu, nesta quinta-feira (5), um mandado de busca e apreensão para um adolescente suspeito de envolvimento em um caso de estupro coletivo. A decisão foi tomada após a polícia apresentar novos elementos relacionados a outro episódio de violência sexual com características semelhantes, levando a Justiça a reverter a aplicação de medida socioeducativa contra o suspeito.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a segurança do próprio adolescente, considerando a repercussão social do caso.
Novas Denúncias e Investigações
Na terça-feira (3), a Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu denúncias de duas adolescentes que afirmaram ter sido vítimas dos mesmos suspeitos. Segundo o delegado Ângelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, os casos ocorreram em outubro de 2023 e 2025 e estão sob investigação.
A primeira vítima, que tinha 14 anos na época, foi atraída para um apartamento em Maracanã por um adolescente envolvido no caso de Copacabana. No local, ela encontrou outros dois rapazes, e o relato dela é semelhante ao da vítima atual.
A segunda vítima, que relatou ter sido estuprada durante uma festa estudantil, é aluna do Colégio Pedro II, onde os suspeitos também estudam. O suspeito principal, Vitor Hugo Oliveira Simonin, é filho de um ex-subsecretário estadual e foi exonerado após a divulgação do caso.
Detalhes do Estupro Coletivo em Copacabana
As investigações revelaram que uma adolescente de 17 anos foi atraída para um apartamento em Copacabana em 31 de janeiro deste ano, onde foi trancada em um quarto com quatro homens. Ela foi forçada a ter relações sexuais e submetida a violências físicas e psicológicas.
A Polícia Civil identificou e indiciou cinco pessoas envolvidas no caso, incluindo:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
- João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos;
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos;
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos;
- Um adolescente cuja identidade não foi divulgada.
A Justiça emitiu mandados de prisão preventiva, mas os suspeitos não foram localizados inicialmente. João Gabriel e Mattheus se entregaram, enquanto Bruno e Vitor se apresentaram posteriormente.
Consequências e Ações das Instituições de Ensino
Tanto a vítima quanto os suspeitos são estudantes do Colégio Pedro II, que anunciou a abertura de um processo administrativo para expulsar os alunos indiciados e ofereceu apoio à jovem e sua família. Bruno é aluno da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que suspendeu preventivamente sua matrícula por 120 dias. João Gabriel, ex-jogador do Serrano FC, também foi afastado do clube após o ocorrido.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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