Lewandowski obtém autorização para voltar à advocacia sem restrições

Comissão de Ética Pública não vê conflito de interesses do ex-ministro e impõe ‘condicionantes’ para os próximos seis meses.

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Ministro Ricardo Lewandowski prestou solidariedade pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, ocorrido nesta segunda-feira (15), na cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Foto: Robson Alves/MJSP

Ministro Ricardo Lewandowski prestou solidariedade pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, ocorrido nesta segunda-feira (15), na cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Foto: Robson Alves/MJSP

Ricardo Lewandowski Retorna à Advocacia Após Autorização da Comissão de Ética

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República autorizou, na segunda-feira (26), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a retomar suas atividades no escritório de advocacia. A conselheira relatora Vera Karam de Chueiri concluiu que não há conflito de interesses entre o novo trabalho do jurista e suas funções anteriores no Executivo.

Chueiri destacou que qualquer risco residual relacionado ao retorno à advocacia privada pode ser mitigado por meio de condicionantes específicas e adequadas. A conselheira afirmou que, nas circunstâncias apresentadas, a autorização para as atividades privadas é juridicamente viável, dispensando o cumprimento da quarentena prevista na Lei nº 12.813, de 2013, que trata de conflitos de interesse após o exercício de cargos no governo federal.

Condições e Restrições para o Retorno

De acordo com a decisão, o conflito de interesses é caracterizado durante um período de seis meses após deixar o governo federal. As situações que configuram esse conflito incluem:

Como condicionantes específicas, Chueiri determinou que Lewandowski deve comunicar à Comissão de Ética Pública caso receba novas propostas de atuação no setor privado nos próximos seis meses. Além disso, ele deve se abster de:

Pedido de Demissão e Motivos Pessoais

Em 8 de janeiro, Ricardo Lewandowski apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, alegando razões de caráter pessoal e familiar para sua saída do governo.

Fonte por: Jovem Pan

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