Luiz Marinho critica STF por limitar discussão sobre justiça do trabalho
Ministro critica Supremo por gerar “insegurança jurídica” ao lidar com processos de “pejotização” na Justiça Comum.
Ministro do Trabalho Critica STF sobre Pejotização
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, expressou, em 15 de abril de 2026, sua preocupação com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à análise de contratos de pejotização. Durante um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e centrais sindicais, Marinho afirmou que o STF está “asfixiando o debate” sobre a Justiça do Trabalho.
Marinho destacou que a decisão do STF de transferir a análise desses contratos para a Justiça Comum pode resultar em insegurança jurídica, considerando-a um “absurdo”. Ele enfatizou a importância de discutir a pejotização, que tem gerado controvérsias e incertezas no mercado de trabalho.
Decisões do STF e Reuniões com Sindicatos
Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes suspendeu processos relacionados à pejotização, alegando que a controvérsia sobre a legalidade desses contratos estava sobrecarregando a Corte. Lula, durante o encontro, sugeriu que os sindicalistas se reunissem com Gilmar para discutir os impactos negativos da pejotização sobre os trabalhadores e o país.
Marinho já havia criticado anteriormente a postura do STF, afirmando que a Corte “respaldou um verdadeiro atraso” nas relações de trabalho. Ele argumentou que a terceirização gera uma situação “indecente” nas relações laborais, comparando-a a condições análogas ao trabalho escravo.
Pauta da Classe Trabalhadora
A Pauta da Classe Trabalhadora, apresentada durante o encontro, contém 68 reivindicações que abrangem desde questões históricas até temas atuais, com foco no período de 2026 a 2030. O documento inclui propostas como:
- Redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial;
- Fim da escala 6 X 1;
- Combate à pejotização;
- Regulamentação do trabalho por aplicativo;
- Fortalecimento das negociações coletivas;
- Combate ao feminicídio;
- Direito de negociação para funcionários públicos.
O documento também solicita a redução da jornada de trabalho para 40 horas, com a definição das escalas de trabalho a ser feita por meio de negociações coletivas. A pauta foi entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, no mesmo dia em que as centrais sindicais realizaram a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, reivindicando a redução da jornada de trabalho.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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