Lula afirma que Brasil busca respeito, não liderança na América Latina
Presidente declara que país não almeja hegemonia regional e defende América do Sul como “zona de paz”. Confira no Poder360.
Lula defende relações respeitosas na América Latina
No último domingo (22 de fevereiro de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil não busca liderar a América Latina, mas sim manter relações respeitosas com os países da região. Ele enfatizou a importância de preservar a América do Sul como uma “zona de paz”.
Durante uma entrevista, Lula afirmou: “O Brasil não quer ser liderança na América Latina. Tudo que a gente quer é ter uma relação respeitosa”, ao comentar sobre o papel do país nas negociações internacionais e no cenário regional.
Ao ser questionado sobre a política tarifária dos Estados Unidos e a possível recuperação do protagonismo brasileiro, Lula negou que o governo tenha a intenção de assumir uma posição de comando político na região.
Foco no desenvolvimento econômico e social
O presidente ressaltou que a América do Sul se definiu como uma área livre de conflitos armados e armas nucleares, afirmando: “A gente não tem armas nucleares. A gente quer viver tranquilo. A gente só quer crescer economicamente, gerar emprego e melhorar a vida do povo”.
Segundo Lula, o foco do Brasil deve estar no desenvolvimento econômico e social, afastando-se de disputas por influência geopolítica. As declarações foram feitas ao final de sua visita oficial à Índia, onde se encontrou com líderes de outros países e participou de um fórum sobre inteligência artificial.
Relação com os Estados Unidos
Durante a entrevista, Lula também abordou a relação do Brasil com os Estados Unidos, enfatizando que ela deve ser pautada pela cooperação e respeito, sem ameaças ou interferências. “O mundo está precisando de tranquilidade. O mundo não precisa de turbulência, precisa de paz”, afirmou.
O presidente defendeu que os países devem concentrar esforços em questões como o combate à fome e à violência, em vez de aumentar tensões diplomáticas ou militares. Ele destacou que o mundo enfrenta o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial e criticou a fragilidade dos mecanismos multilaterais de resolução de crises.
Lula concluiu que a América do Sul deve manter a estabilidade e o diálogo, independentemente das disputas entre grandes potências. Neste domingo, ele embarca para Seul, na Coreia do Sul, onde se reunirá com o presidente Lee Jae Myung e executivos de grandes empresas sul-coreanas, retornando ao Brasil no dia 24.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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