Lula afirma que Brasil é um dos países menos impactados pela guerra no Irã

Presidente da Alemanha destaca que ações do governo impediram aumento dos combustíveis observado em outras nações. Confira no Poder360.

19/04/2026 15:40

3 min

Lula afirma que Brasil é um dos países menos impactados pela guerra no Irã
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil e o Impacto do Conflito no Oriente Médio

Durante a abertura da Hannover Messe, a maior feira de tecnologia industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos do conflito no Oriente Médio. Em seu discurso, Lula destacou que o Brasil não está sofrendo tanto com a guerra em comparação a outras nações.

O presidente atribuiu essa situação ao isolamento parcial do Brasil, que é resultado da estrutura energética do país e das medidas emergenciais implementadas pelo governo federal. Ele enfatizou que o Brasil não enfrenta o aumento dos preços do petróleo da mesma forma que muitos outros países, pois apenas 30% de seus combustíveis são exportados.

Consequências do Conflito no Preço do Petróleo

O conflito, que teve início em 28 de fevereiro, provocou um aumento significativo no preço do barril de petróleo Brent, que saltou de US$ 60 para cerca de US$ 120 em menos de 20 dias. Atualmente, o preço está em torno de US$ 90. Essa situação foi agravada pelo bloqueio do estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo.

O aumento do preço do petróleo impacta diretamente os custos de energia e transporte, além de afetar a produção agrícola devido à escassez de fertilizantes, o que pode levar a uma maior insegurança alimentar.

Para mitigar esses efeitos, o governo federal adotou uma série de medidas, incluindo a isenção das alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel e um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. Essas ações visam reduzir o impacto no consumidor e estão previstas para durar até dezembro de 2026.

Leia também

Desafios e Oportunidades no Cenário Global

Lula também abordou a questão da inflação dos alimentos, ressaltando que os mais vulneráveis são os mais afetados. Ele criticou o aumento do protecionismo, que considera uma resposta inadequada a problemas econômicos e sociais complexos. O presidente afirmou que o mundo enfrenta uma “encruzilhada” entre a fragmentação das cadeias produtivas e a necessidade de cooperação internacional.

Para Lula, a solução mais sustentável passa pela diversificação de parcerias e pelo fortalecimento do multilateralismo, reconhecendo que os benefícios da globalização não foram igualmente distribuídos. Ele alertou que o crescimento do extremismo é um reflexo de um modelo econômico que não atende a todas as pessoas.

Agenda Europeia de Lula

A participação de Lula na Hannover Messe faz parte de uma agenda europeia de cinco dias, onde ele viaja acompanhado de 14 ministros. Antes de chegar à Alemanha, o presidente esteve em Barcelona para a 1ª Cúpula Brasil-Espanha.

O governo brasileiro espera firmar 10 acordos bilaterais com a Alemanha, abrangendo áreas como defesa, inteligência artificial, bioeconomia e inovações energéticas. Na terça-feira, 21 de abril de 2026, Lula seguirá para Lisboa.

Leitura Recomendada

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!