Lula define nova indicação ao STF após rejeição de Messias, afirma Alckmin

Vice-presidente comenta sobre nova indicação para o STF
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta segunda-feira (4) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em processo de definição de um novo nome para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado.
Alckmin lamentou a decisão do Senado e destacou que Lula está buscando diálogo com o Congresso enquanto decide quem será o próximo indicado. Ele enfatizou que a rejeição de Messias pode impactar negativamente os trabalhos da Corte, que ficará com um ministro a menos até que uma nova indicação seja aprovada.
Impacto da rejeição de Jorge Messias
O vice-presidente expressou sua preocupação com a falta de um ministro no STF, que já enfrenta uma carga elevada de processos. Alckmin ressaltou que Messias é um jurista preparado e com experiência, e lamentou a não aprovação de sua indicação.
Na última quarta-feira, o nome de Messias foi rejeitado pelo Senado Federal com 42 votos contrários e 34 favoráveis, sendo necessária a aprovação de pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. Com a rejeição, a indicação foi arquivada.
Rejeição histórica e reações
Messias se tornou o primeiro nome rejeitado pelo Senado para o STF em 132 anos. Sua formalização ocorreu em abril deste ano, mais de quatro meses após Lula ter anunciado a escolha. O advogado-geral da União enfrentou resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não ficou satisfeito com a decisão de Lula de não indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
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Após a votação, Messias expressou seu descontentamento, mencionando um processo de desconstrução de sua imagem durante os cinco meses que antecederam a sabatina. Ele não citou diretamente Alcolumbre, mas deixou claro seu ressentimento em relação ao resultado.
Retorno ao cargo na Advocacia-Geral da União
Nesta segunda-feira, Messias voltou a assumir suas funções na Advocacia-Geral da União (AGU), após um período de afastamento entre os dias 8 e 30 de abril, durante o qual se preparou para a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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