Convite de Trump a Lula para Conselho de Paz em Gaza
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão avaliando com cautela o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o brasileiro participe do “Conselho de Paz” em Gaza. A análise se concentra nos impactos geopolíticos que a presença de Lula no grupo pode acarretar, antes de qualquer decisão oficial.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre o convite. A preocupação dos assessores é evitar possíveis constrangimentos relacionados à participação de Lula na iniciativa proposta pelo governo Trump, que visa discutir uma solução política para o conflito na Faixa de Gaza.
Recomendações para a Resposta de Lula
Os aliados de Lula sugerem que, antes de responder ao convite, é fundamental que os termos e diretrizes do conselho sejam claramente definidos. Essa cautela é vista como necessária para garantir que a participação do presidente brasileiro não gere mal-entendidos ou complicações diplomáticas.
Além de Lula, Trump convidou outros líderes, incluindo os presidentes da Argentina, Javier Milei, da Turquia, Recep Erdoğan, do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
Atividades Diplomáticas de Lula
No sábado, 17, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estará em Assunção, no Paraguai, para a assinatura de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que foi negociado ao longo de 26 anos. Lula deve aguardar a conclusão de reuniões na próxima semana antes de se pronunciar sobre o convite de Trump.
Composição do Conselho de Paz
A Casa Branca anunciou a formação do conselho, que será presidido por Trump e contará com membros como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Trump também mencionou um plano com 20 pontos para a região e a criação de um novo organismo internacional com funções ampliadas.
O presidente americano destacou que o “Conselho da Paz” será estabelecido como uma nova organização internacional e uma administração de governo de transição, enfatizando a importância da iniciativa para a estabilidade na região.
Fonte por: Estadao
