Lula deve nomear Wellington Lima e Silva, advogado da Petrobras, para Justiça

Ricardo Lewandowski se despede do Ministério da Justiça na última sexta-feira

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(Imagem de reprodução da internet).

Indicação de Wellington César para o Ministério da Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a nomear Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, para liderar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Wellington, que já foi parte do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, substituirá Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira, 9.

Contexto da Indicação

Wellington era um dos principais candidatos para o cargo, competindo com Camilo Santana, atual ministro da Educação, e Manoel Carlos de Almeida Neto, que ocupa a função interinamente. Outros nomes cogitados incluíam Vinicius de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União, e Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

Alianças Políticas

A escolha de Wellington representa uma vitória para o grupo político baiano próximo a Lula, que inclui figuras como Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e os ministros Rui Costa e Sidônio Palmeira. Wagner foi fundamental para a entrada de Wellington na Esplanada, tendo trabalhado com ele quando era governador da Bahia.

Experiência Prévia no Governo

Wellington já ocupou o cargo de ministro da Justiça por um breve período em 2016, durante o governo de Dilma, mas teve que deixar a posição devido a restrições do STF sobre acumulação de cargos. Recentemente, ele atuou como secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, onde estabeleceu relações com o STF e outras autoridades, além de se aproximar de Lula.

Futuro do Ministério da Justiça

Atualmente, os sinais do Palácio do Planalto indicam que o Ministério da Justiça e Segurança Pública permanecerá unificado. Lula pretende dividir a pasta apenas se a PEC da Segurança Pública for aprovada. Há um debate interno sobre a criação de uma nova pasta, com um grupo defendendo que isso poderia melhorar a imagem do governo antes das eleições, enquanto outro acredita que sem a emenda, a nova estrutura não teria atribuições claras.

Fonte por: Estadao

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