Lula dialoga com Delcy Rodríguez após a captura de Maduro

Contato na manhã de sábado (3.dez) teve como objetivo obter informações diretas sobre a situação no país vizinho. Confira no Poder360.

05/01/2026 16:30

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Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, divulgou no d...

Conversa entre Lula e Delcy Rodríguez após operação militar dos EUA na Venezuela

No último sábado (3 de janeiro de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa telefônica com a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez. A ligação ocorreu após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cicilia Flores.

De acordo com informações apuradas, a conversa foi breve e teve um caráter informativo. Lula buscou esclarecer a situação política da Venezuela, considerando as notícias que circulavam na imprensa internacional. O objetivo principal foi entender o contexto político e institucional do país.

Detalhes da conversa e reconhecimento de Delcy Rodríguez

O contato entre Lula e Rodríguez não envolveu negociações formais ou tratativas diplomáticas. A ligação foi realizada da base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, onde o presidente estava de recesso.

Itamaraty confirmou que o Brasil reconhece Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, em conformidade com a Constituição venezuelana e o direito internacional. A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que, na ausência de Maduro, a vice-presidente assume a presidência interinamente.

Perfil de Delcy Rodríguez

Delcy Rodríguez foi vice-presidente da Venezuela desde 2018 e é uma das figuras mais próximas de Nicolás Maduro. Além de sua atual função como presidente interina, ela já ocupou cargos importantes no governo, como ministra das Relações Exteriores e presidente da Assembleia Nacional Constituinte.

Posicionamento do governo brasileiro

Após a ligação, Lula divulgou uma nota onde condenou os bombardeios e a captura de Maduro pelos Estados Unidos, classificando a ação como uma violação inaceitável da soberania venezuelana. O governo brasileiro adotou uma postura cautelosa em relação à ofensiva dos EUA, reafirmando princípios como soberania e não intervenção, evitando, no entanto, uma escalada retórica.

Nos posicionamentos oficiais, o governo evita mencionar diretamente figuras como Donald Trump e Nicolás Maduro, mantendo uma abordagem mais neutra nas declarações sobre a situação na Venezuela.

Fonte por: Poder 360

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