Lula e Erdoğan discutem situação de Gaza em telefonema importante

Ligação conecta série de contatos do Planalto e inclui proposta de apoio do Brasil à conferência climática na Turquia.

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Lula e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

Lula e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

Conversa entre Lula e Erdoğan sobre Gaza e Relações Bilaterais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, na quarta-feira (21 de janeiro de 2026), com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan. Durante a conversa, os líderes discutiram a situação na Faixa de Gaza, a agenda climática e a ampliação das relações econômicas entre Brasil e Turquia.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, Lula e Erdoğan trocaram impressões sobre os esforços internacionais em busca da paz na região de Gaza.

Temas Abordados na Conversa

Erdoğan parabenizou Lula pela condução das presidências do G20 e da COP-30. No que diz respeito ao clima, expressou interesse em contar com a experiência do Brasil na organização da COP-31, que ocorrerá em novembro na Turquia.

Os presidentes também defenderam a ampliação do intercâmbio comercial, que superou US$ 5,5 bilhões em 2025, e concordaram em promover reuniões entre representantes do setor privado. Erdoğan mencionou ainda o interesse de empresas turcas em investir no Brasil, especialmente em projetos de infraestrutura.

Conselho da Paz e Novo Arranjo Diplomático

A conversa entre Lula e Erdoğan sobre Gaza acontece em um contexto de formação de um novo arranjo diplomático internacional. Na mesma quarta-feira, ministros das Relações Exteriores de oito países árabes e de maioria islâmica anunciaram a adesão ao Conselho da Paz, uma iniciativa proposta e presidida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os países que decidiram integrar o Conselho incluem:

A adesão da Turquia reforça o esforço de Erdoğan em aumentar o protagonismo de Ancara nas articulações diplomáticas, um tema que foi discutido na ligação com Lula. O Brasil, por sua vez, tem intensificado seus contatos diplomáticos sobre Gaza, mas ainda não confirmou sua participação no Conselho, avaliando a efetividade do mecanismo e mantendo cautela em relação à iniciativa liderada por Trump.

Fonte por: Poder 360

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