Lula fará o anúncio de um plano de emergência em declaração nesta quinta-feira

Realização de evento para detalhar as ações de apoio aos exportadores impactados pela imposição de tarifas pelos Estados Unidos, previsto para as 11h30.

12/08/2025 18:26

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília. A declaração ocorre depois de uma reunião com o ministro Sidônio Palmeira (Secom) e com Laércio Portela, secretário de Imprensa. A declaração à imprensa vem em meio à discussão do pacote fiscal para contornar impasse do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Haddad deve apresentar propostas ao presidente na tarde dessa terça-feira (03.jun.2025). | Sérgio Lima/Poder360 - 03.jun.2025
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende anunciar na quarta-feira (13.ago.2025) o plano de contingência para exportadores impactados pelas tarifas de 50% implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre produtos brasileiros.

A proposta é realizar uma entrevista às 11h30, no Palácio do Planalto, em Brasília, para aprofundar as medidas. A publicação das normas no Diário Oficial da União deverá ocorrer após as explicações.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), havia indicado na quinta-feira (7.ago) que o plano de contingência seria divulgado nesta sexta-feira (12.ago).

Na segunda-feira (11.ago), o ministro Fernando Haddad (Fazenda) declarou que a MP deve incluir linhas de crédito, tratamento tributário diferenciado e incentivos às exportações, com regras flexíveis para atender diversos setores.

A medida visa possibilitar o adiamento de pagamentos de impostos, além de estabelecer mecanismos para reconhecer créditos de exportadores e instrumentos específicos para setores mais impactados. A Medida Provisória, com força de lei, também autorizará o poder público a realizar compras estratégicas, com foco na manutenção de postos de trabalho.

Na terça-feira (12.ago.), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, declarou que o impacto fiscal das medidas para atenuar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros será “mínimo”.

Estamos sendo criteriosos, até porque é dinheiro público, de se fazer todas as medidas que não posso adiantar quais são. Muitas vocês já divulgaram, muitas não têm a ver com Orçamento, tem a ver com subsídio, tem a ver com refinanciamento, tem a ver com proteção ao trabalho, disse a ministra a jornalistas.

Tarifaão

As tarifas contra o Brasil foram implementadas. A ação iniciou-se a partir das 01h01 (horário de Brasília) em 6 de agosto. Trata-se de uma taxa de 10% geral acrescida de um adicional de 40%. Na prática, a medida tornará as exportações do Brasil para os Estados Unidos mais dispendiosas.

Não todos os produtos terão cobrança integral de 50%. Foram excluídos do plano tarifário 694 produtos brasileiros, correspondentes a 43% de todo o que foi exportado para os Estados Unidos em 2024.

A cobrança referente a esses quase 700 itens permanece em 10% sobre o valor da venda no exterior. Alguns deles são relevantes para os setores, incluindo peças de avião e suco de laranja. Consulte a lista completa (PDF – 329 kB).

Fonte por: Poder 360

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