Lula garante emenda parlamentar em alta com R$ 31,5 bi pagos em 2025

Recursos liberados pelo governo em 2024 se igualam ao montante atual; reserva para 2026 atinge recorde. Confira no Poder360.

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Governo Lula encerra 2025 com recorde em emendas parlamentares

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalizou o ano de 2025 com um total de R$ 31.538.556.264 em emendas parlamentares. De acordo com o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), esse valor representa o maior montante já pago em termos nominais.

Para o ano eleitoral de 2026, quando Lula e muitos congressistas buscarão a reeleição, espera-se que os desembolsos continuem a aumentar. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pelo presidente em 31 de dezembro de 2025, prevê R$ 61 bilhões para que deputados e senadores destinem recursos a projetos e obras de interesse.

Histórico de pagamentos de emendas parlamentares

No terceiro ano do atual mandato, o governo Lula pagou 67% do valor empenhado para emendas. A seguir, uma análise dos empenhos e pagamentos nos últimos anos, considerando valores nominais:

Impacto das emendas parlamentares na política brasileira

A efetividade dos pagamentos de emendas aumentou após 2015, quando as emendas individuais se tornaram impositivas, obrigando o governo a realizar os desembolsos. Em 2019, as emendas de bancada também adquiriram essa característica, fortalecendo ainda mais o sistema.

O ano de 2020 introduziu o chamado “orçamento secreto”, onde deputados e senadores concentraram recursos em emendas do relator, com critérios de destinação pouco transparentes. Embora o Supremo Tribunal Federal tenha proibido essa prática no final de 2022, o controle sobre os recursos pelo Congresso continuou a ser significativo.

Tipos de emendas e sua execução

Atualmente, existem três tipos de emendas que os congressistas utilizam para direcionar verbas para projetos:

A execução das emendas parlamentares se tornou um ponto de tensão entre o governo Lula e o Centrão em 2025. Os partidos que compõem esse grupo, que detêm a maioria no Congresso, pressionaram o Executivo por maior agilidade nos pagamentos, já que controlam a maior parte das emendas de comissão.

A distribuição das emendas reflete a força das bancadas no Congresso: quanto maior o número de congressistas, maior a capacidade de solicitar emendas individuais e influenciar as de comissão.

Fonte por: Poder 360

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