Lula, Macron e Modi apoiam regulação da inteligência artificial

Líderes alertam sobre a concentração da IA em poucas empresas e pedem regras para proteger crianças e a democracia de abusos.

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(Imagem de reprodução da internet).

Regulação da Inteligência Artificial é Defendida por Líderes Mundiais

Na quinta-feira (19), diversos líderes globais enfatizaram a importância de estabelecer normas e diretrizes para a inteligência artificial (IA) e criticaram a concentração de tecnologia em poucas empresas. A discussão ocorreu durante a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Délhi, na Índia.

Posições de Líderes Importantes

Entre os líderes que se manifestaram a favor da regulação estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente francês Emmanuel Macron, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Lula destacou que as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como “big techs”, estão explorando dados de cidadãos, empresas e governos, buscando estabelecer uma dominação digital.

Macron, por sua vez, ressaltou a necessidade de proteger a soberania digital das nações, afirmando que nenhum país deve ser apenas um mercado para modelos estrangeiros que coletam dados de seus cidadãos. Ele também mencionou que a proteção das crianças será uma prioridade nas discussões do G7, que este ano é presidido pela França.

Ações Coordenadas e Propostas de Governança

O presidente francês defendeu a implementação de ações coordenadas entre plataformas, governos e reguladores para criar um ambiente digital mais seguro, citando iniciativas para restringir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Já Narendra Modi apresentou a “visão MANAV” para a IA, que abrange moralidade, responsabilidade, governança, soberania nacional e acessibilidade.

Modi enfatizou que essa proposta de governança deve ser centrada no ser humano, com sistemas éticos, regras transparentes e inclusão, evitando monopólios tecnológicos. Ele acredita que essa estrutura deve guiar o desenvolvimento global da IA de forma responsável e acessível.

Conclusão e Propostas de Guterres

António Guterres alertou que o futuro da inteligência artificial não deve ser controlado por um pequeno grupo de bilionários ou por um número restrito de países. Ele propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para ampliar o acesso à tecnologia e reduzir desigualdades, afirmando que a IA deve ser um recurso coletivo, contribuindo para a diminuição das disparidades globais.

Fonte por: CNN Brasil

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