Possível Criação de Ministério da Segurança Pública no Governo Lula
Se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar a criação de um ministério exclusivo para a segurança pública, o número total de pastas na Esplanada pode chegar a 39, igualando o recorde da gestão de Dilma Rousseff. Essa mudança representaria um aumento de quase 70% em comparação ao governo de Jair Bolsonaro, que contava com 23 ministérios.
A discussão sobre a separação do Ministério da Justiça e Segurança Pública ganhou força após a saída de Ricardo Lewandowski. A criação do Ministério da Segurança Pública foi uma promessa de campanha em 2022, mas Lula optou por não implementá-la durante a transição, ao designar a pasta da Justiça a Flávio Dino.
Desafios e Oportunidades na Segurança Pública
Com o avanço do mandato, a segurança pública se tornou um dos principais desafios do governo Lula. As tentativas de implementar medidas para reverter a percepção negativa não tiveram o impacto desejado. A proposta mais significativa da gestão Lewandowski, a PEC da Segurança Pública, permanece parada na Câmara dos Deputados.
O Consesp, que reúne secretários de segurança pública de todos os estados, considera que o momento é “oportuno e estratégico” para a criação de um ministério separado. Apesar da necessidade reconhecida de uma pasta exclusiva para a segurança, a conveniência política de sua criação nos últimos meses do mandato ainda gera divisões entre os aliados do governo.
Implicações Políticas e Orçamentárias
Alguns membros do governo acreditam que a criação de um novo ministério pode ser vista pela oposição como uma ação meramente eleitoral. Além disso, um novo ministro teria pouco tempo para apresentar resultados antes das eleições e enfrentaria limitações orçamentárias significativas.
Além da possível criação do ministério, 2026 promete trazer uma ampla reorganização na Esplanada. Em abril, ministros que desejam concorrer nas eleições precisarão deixar seus cargos, incluindo nomes como Anielle Franco (Igualdade Racial), Fernando Haddad (Economia) e Camilo Santana (Educação).
Conclusão
A discussão sobre a criação de um ministério da segurança pública reflete a crescente preocupação com a segurança no Brasil. Enquanto o governo avalia as implicações políticas e orçamentárias dessa decisão, a pressão por ações efetivas na área continua a aumentar. O cenário político se torna ainda mais complexo com a aproximação das eleições de 2026, que podem resultar em mudanças significativas na estrutura ministerial.
Fonte por: CNN Brasil
