Lula proíbe assessor do governo Trump de entrar no Brasil
Presidente vincula entrada de aliado de Donald Trump à liberação de vistos do ministro Alexandre Padilha e sua família.
Proibição de Entrada de Assessor de Trump no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na sexta-feira (13.mar.2026) a proibição da entrada de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, no Brasil. A medida foi tomada em resposta ao bloqueio dos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sua esposa e filha, pelos EUA.
Declarações de Lula Durante Evento
Durante um evento no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, Lula afirmou: “Aquele cara americano que disse que vinha pra cá pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar. E eu o proibi de ir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”
Revogação do Visto de Beattie
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) revogou o visto de Beattie, que tinha planos de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Embora o ministro Alexandre de Moraes, do STF, tenha autorizado a visita, ele voltou atrás em sua decisão.
A revogação do visto foi motivada pela percepção do governo brasileiro de que houve omissão e falseamento de informações sobre a verdadeira razão da viagem. A legislação permite o cancelamento do visto quando informações incompletas ou incorretas são apresentadas.
Motivos da Viagem e Tensão Diplomática
O Itamaraty informou que o visto foi concedido para participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, marcado para 18 de março em São Paulo. No entanto, a visita a Bolsonaro não foi mencionada nos objetivos comunicados pelos EUA.
Além disso, Beattie tentou agendar uma reunião com representantes do Itamaraty, mas não houve um pedido formal, apenas trocas de mensagens. A decisão de revogar o visto ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, com discussões sobre cooperação em segurança e combate ao crime organizado.
Implicações da Cooperação em Segurança
As autoridades brasileiras estão debatendo propostas de cooperação em segurança apresentadas pelos EUA, que incluem o combate a organizações como o PCC e o CV. O governo americano busca classificar esses grupos como terroristas, o que gera preocupações no Brasil sobre possíveis violações da legislação nacional e intervenções em seu território.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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