Lula reinicia agenda em Brasília focando na Venezuela

Presidente se prepara para decisões estratégicas após contato com Delcy Rodríguez e reuniões por videoconferência.

06/01/2026 7:40

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Lula assina papel

Lula Retorna a Brasília Após Recesso para Acompanhar Situação na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, após passar parte do recesso de fim de ano no Rio de Janeiro. Sua volta se dá em meio à operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que tem gerado preocupações na região.

Durante os últimos dias, Lula se reuniu virtualmente com ministros e manteve contato direto com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, para discutir a situação política e de segurança no país vizinho. Ele planeja se encontrar com sua equipe no Palácio do Planalto para definir estratégias de acompanhamento da crise.

Reuniões e Contatos com Autoridades Venezuelanas

Lula passou o recesso na base da Marinha, na Restinga da Marambaia. Após a captura de Nicolás Maduro, o presidente buscou confirmar informações sobre os eventos noticiados. A conversa com Delcy Rodríguez ocorreu no sábado, 3 de janeiro, e teve como foco esclarecer o cenário político na Venezuela. O governo brasileiro considera que Rodríguez deve assumir a presidência interina do país.

Em uma declaração após a conversa, Lula criticou a ação militar dos Estados Unidos, classificando-a como uma violação grave da soberania venezuelana e alertando para os riscos que isso representa para a ordem internacional.

Posicionamento do Brasil e Reações Internacionais

O Brasil adota uma postura cautelosa, enfatizando a defesa da soberania, do multilateralismo e da estabilidade regional. O governo evita mencionar diretamente Donald Trump ou Nicolás Maduro, buscando não comprometer negociações em andamento com os Estados Unidos e evitando criar precedentes que legitimem interferências externas.

No dia 5 de janeiro, o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, criticou a operação militar durante uma reunião do Conselho de Segurança, afirmando que nenhum país deve ter o direito de determinar o que é justo ou legítimo, nem violar a soberania de outras nações. Ele destacou que qualquer solução para a crise na Venezuela deve respeitar a Constituição e a autodeterminação do povo venezuelano.

A China também se manifestou contra a operação, defendendo a América Latina e o Caribe como uma região de paz.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em narcoterrorismo e se declararam inocentes. Delcy Rodríguez reafirmou a legitimidade do presidente deposto e destacou que qualquer relação com os Estados Unidos deve respeitar o direito internacional e a soberania da Venezuela.

Fonte por: Poder 360

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