“Lula se posiciona sobre feminicídio: ‘Vamos meter a colher, sim’”

Presidente afirma ser “inaceitável” a omissão da sociedade em cerimônia do pacto contra o feminicídio. Leia no Poder360.

04/02/2026 14:40

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Presidente Lula

Presidente Lula defende combate à violência contra a mulher

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a importância de a sociedade não se omitir diante da violência contra a mulher, utilizando a expressão “vamos meter a colher, sim” em referência ao ditado popular sobre não se envolver em brigas de casal. Sua declaração ocorreu durante o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, realizado no Palácio do Planalto.

O pacto, que foi articulado pela primeira-dama Janja da Silva, contou com a assinatura de representantes dos Três Poderes e visa fortalecer as ações de combate ao feminicídio no Brasil.

Discurso de Lula e contexto da violência de gênero

Durante seu discurso, Lula destacou que o Brasil “se cala” diante da violência e do abuso, afirmando ser inaceitável que mulheres continuem a ser vítimas de agressões e assassinatos. Ele mencionou que, em 2025, o país registrou um recorde alarmante de feminicídios, com uma média de quatro mortes diárias.

A primeira-dama e algumas ministras participaram de um ato em Brasília em dezembro do ano passado, onde Janja pediu penas mais severas para crimes de violência contra a mulher, reforçando a urgência do tema.

Assinatura do pacto e participação de autoridades

A assinatura do pacto, embora simbólica, ainda não inclui a liberação de verbas para novas iniciativas, mas estabelece um comitê para articular ações já existentes entre os Três Poderes. Lula agradeceu a Janja por sua insistência em alertá-lo sobre a gravidade da violência contra as mulheres.

O evento contou com a presença de diversos ministros, congressistas e autoridades, incluindo:

  • Túlio Gadêlha (deputado federal, Rede-PE);
  • Davi Alcolumbre (presidente do Senado, União-AP);
  • Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
  • Jaques Wagner (senador, PT-BA);
  • Jader Barbalho Filho (ministro das Cidades, MDB-PA);
  • Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação, PT);
  • Jorge Messias (advogado-geral da União, PT);
  • Simone Tebet (ministra do Planejamento, MDB);
  • Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social);
  • Rui Costa (ministro da Casa Civil, PT);
  • Paulo Gonet (procurador-geral da República);
  • Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial, PT);
  • Tarciana Medeiros (presidente do Banco do Brasil);
  • Rosângela Lula da Silva, a Janja;
  • Randolfe Rodrigues (senador, PT-AP);
  • José Guimarães (deputado federal, PT-CE);
  • Tereza Leitão (senadora, PT-PE);
  • Edson Fachin (ministro do STF);
  • Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, Rede);
  • Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, PT);
  • Márcia Lopes (ministra das Mulheres, PT);
  • Vinícius de Carvalho (controlador-geral da União).

Fonte por: Poder 360

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