“Lula se posiciona sobre feminicídio: ‘Vamos meter a colher, sim’”
Presidente afirma ser “inaceitável” a omissão da sociedade em cerimônia do pacto contra o feminicídio. Leia no Poder360.
Presidente Lula defende combate à violência contra a mulher
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a importância de a sociedade não se omitir diante da violência contra a mulher, utilizando a expressão “vamos meter a colher, sim” em referência ao ditado popular sobre não se envolver em brigas de casal. Sua declaração ocorreu durante o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, realizado no Palácio do Planalto.
O pacto, que foi articulado pela primeira-dama Janja da Silva, contou com a assinatura de representantes dos Três Poderes e visa fortalecer as ações de combate ao feminicídio no Brasil.
Discurso de Lula e contexto da violência de gênero
Durante seu discurso, Lula destacou que o Brasil “se cala” diante da violência e do abuso, afirmando ser inaceitável que mulheres continuem a ser vítimas de agressões e assassinatos. Ele mencionou que, em 2025, o país registrou um recorde alarmante de feminicídios, com uma média de quatro mortes diárias.
A primeira-dama e algumas ministras participaram de um ato em Brasília em dezembro do ano passado, onde Janja pediu penas mais severas para crimes de violência contra a mulher, reforçando a urgência do tema.
Assinatura do pacto e participação de autoridades
A assinatura do pacto, embora simbólica, ainda não inclui a liberação de verbas para novas iniciativas, mas estabelece um comitê para articular ações já existentes entre os Três Poderes. Lula agradeceu a Janja por sua insistência em alertá-lo sobre a gravidade da violência contra as mulheres.
O evento contou com a presença de diversos ministros, congressistas e autoridades, incluindo:
- Túlio Gadêlha (deputado federal, Rede-PE);
- Davi Alcolumbre (presidente do Senado, União-AP);
- Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal);
- Jaques Wagner (senador, PT-BA);
- Jader Barbalho Filho (ministro das Cidades, MDB-PA);
- Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação, PT);
- Jorge Messias (advogado-geral da União, PT);
- Simone Tebet (ministra do Planejamento, MDB);
- Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social);
- Rui Costa (ministro da Casa Civil, PT);
- Paulo Gonet (procurador-geral da República);
- Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial, PT);
- Tarciana Medeiros (presidente do Banco do Brasil);
- Rosângela Lula da Silva, a Janja;
- Randolfe Rodrigues (senador, PT-AP);
- José Guimarães (deputado federal, PT-CE);
- Tereza Leitão (senadora, PT-PE);
- Edson Fachin (ministro do STF);
- Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, Rede);
- Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, PT);
- Márcia Lopes (ministra das Mulheres, PT);
- Vinícius de Carvalho (controlador-geral da União).
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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