Magalu Cloud afirma que o Brasil se tornará líder no fornecimento de nuvens públicas

Christian Reis argumenta que o mercado brasileiro possui capacidade de apresentar maior competitividade em relação aos preços em comparação com os Estad…

19/08/2025 14:10

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TON MOLINA
TON MOLINA

O diretor da Magalu Cloud, Christian Reis, afirmou nesta terça-feira (19.ago.2025) que não visualiza o Brasil fora do papel de protagonista no fornecimento de nuvens públicas de informações para o mercado internacional nas próximas 50 anos. Ele ressaltou que o país possui condições de ser mais competitivo que os Estados Unidos no setor.

É muito difícil imaginar um mundo em que o Brasil não é o maior protagonista e, talvez, o maior fornecedor de nuvens públicas para outros países por meio de empresas de capital nacional. É difícil imaginar que, em 50 anos, se vai comprar infraestrutura de países como os Estados Unidos.

As nuvens públicas são conjuntos de data centers que possibilitam que empresas e usuários armazenem dados e processem informações de forma remota, mediante o pagamento do uso. Grandes empresas, como Amazon, Microsoft e Google Cloud, lideram esse mercado.

O presidente declarou que o Brasil encontra-se no caminho adequado para desenvolver algo com grande potencial, e que os custos reduzidos de produção de energia elétrica permitem oferecer serviços a um preço inferior ao praticado nos Estados Unidos.

“Somente aqueles que conseguirem apresentar o menor custo econômico e, ao mesmo tempo, oferecer algo muito robusto irão ganhar nesse espaço. A energia no Brasil pode ser quase gratuita quando comparada a países como os EUA”, declarou.

Ele afirma que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas e competitivas globalmente, com destaque para fontes renováveis, como hidrelétricas e solar. Em contrapartida, nos Estados Unidos, grande parte do consumo de energia por data centers ainda é proveniente de combustíveis fósseis, o que pode aumentar os custos operacionais.

Ainda assim, no Brasil as despesas são 60% maiores do que nos Estados Unidos, segundo ele. São microdecisões econômicas que levam as empresas a terceirizarem seus serviços.

O Ministério das Comunicações analisa ações para estimular a criação de data centers no Brasil e diminuir a dependência de serviços de outros países. As sugestões incluem a isenção de equipamentos, a simplificação do licenciamento ambiental e a combinação da política de nuvens com a de cabos submarinos, essenciais para a conectividade global.

A TelComp

A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) reúne aproximadamente 60 operadoras de telecomunicações e atua para promover a competição como motor para o desenvolvimento do setor. Com 25 anos de atuação, a entidade representa os interesses de operadoras de telefonia fixa e móvel, banda larga e acesso à internet, TV por assinatura, data centers, serviços corporativos, atacado e cabos submarinos.

Fonte por: Poder 360

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