Maioria dos celetistas opta pelo 5 X 2, enquanto 14,8 mi escolhem o 6 X 1

Governo busca persuadir o Congresso sobre a adoção do modelo de 2 dias de descanso no mercado brasileiro. Confira no Poder360.

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O texto publicado em 2023 estabelecia que o funcionamento do comércio em feriados precisaria de autorização negociada entre categoria e empregador

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Ministério do Trabalho Revela Dados sobre Escalas de Trabalho no Brasil

De acordo com o Ministério do Trabalho, 66,8% dos trabalhadores brasileiros, totalizando 29,7 milhões, operam na escala 5 X 2, que consiste em cinco dias de trabalho seguidos por dois de folga. Em contrapartida, 14,8 milhões de trabalhadores, representando 33,2% do total, ainda seguem a escala 6 X 1.

Esses dados foram apresentados na terça-feira, 10 de março de 2026, durante uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que discute a proposta de abolir a escala 6 X 1. Essa mudança é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição

O governo busca convencer o Congresso de que a adoção da escala 5 X 2 já é uma prática comum no mercado, e que a mudança não causaria um impacto negativo na economia. Entretanto, dados indicam que 37,2 milhões de trabalhadores, ou 74% do total de celetistas, estão vinculados a contratos de 44 horas, o que também os tornaria suscetíveis a essa alteração.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em análise na CCJ combina as propostas apresentadas pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta foi encaminhada à comissão pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 9 de fevereiro.

Impactos da Redução da Jornada de Trabalho

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), afirmou na CCJ que a redução da jornada de trabalho é “plenamente factível e sustentável”. Ele argumentou que as preocupações sobre um possível estrangulamento da economia são infundadas e que a proposta de redução para 40 horas semanais é viável, embora a implementação de 36 horas não seja imediata.

Segundo o Ministério do Trabalho, a redução da jornada acarretaria um custo médio de 4,7% na massa salarial das empresas, embora esse valor possa variar conforme o setor. As áreas de transporte aquaviário e indústria de alimentos seriam as mais impactadas, com custos que poderiam ultrapassar 10,5%.

Estados com Maior Impacto da Mudança

Os dados indicam que os Estados com fronteiras agrícolas seriam os mais afetados pela redução da jornada de trabalho. Tocantins, com 48,11% dos trabalhadores na escala 6 X 1, e Roraima, com 43,9%, estão entre os mais impactados. Santa Catarina, onde 44,7% dos empregados trabalham com um dia de folga na semana, também se destaca devido à concentração de pequenas empresas no setor de serviços de alimentação.

Fonte por: Poder 360

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