Venezuela: Mais de 1.500 presos pedem liberdade por anistia
Na Venezuela, mais de 1.500 detentos solicitaram sua libertação através da nova lei de anistia geral, conforme anunciado pelo chefe do Parlamento no último sábado (21). Até o momento, 80 libertações já foram registradas ao longo do dia.
A lei de anistia, aprovada na quinta-feira anterior, não é automática. Os presos devem solicitar ao tribunal responsável a aplicação do benefício, que abrange eventos ocorridos ao longo de 27 anos de governo chavista.
O Ministério Público também pode requisitar a libertação dos detentos. O deputado Jorge Rodríguez informou que, no total, 1.557 pedidos estão sendo processados, com centenas de liberações já em andamento.
Expectativas e críticas à lei de anistia
O deputado Jorge Arreaza, que liderou a redação da lei, havia solicitado anteriormente aos tribunais que concedesse o benefício a 379 pessoas, mas não está claro se esses casos estão entre os 1.500 mencionados. Rodríguez afirmou que as liberações ocorrerão em poucos dias e de forma contínua.
Familiares de detentos, que acampam em frente às celas da Polícia Nacional em Caracas, expressam esperança, mas também ceticismo. Muitos gritam por justiça e liberdade, enquanto um grupo de mulheres realizou uma greve de fome em protesto.
Organizações de direitos humanos criticaram a lei, considerando-a insuficiente e excludente, e destacaram que ainda há cerca de 650 presos que não foram beneficiados por essa anistia.
Desafios e futuro das libertações
O clima de expectativa é palpável entre os familiares dos detentos. Alguns temem que os prisioneiros iniciem greves de fome devido às limitações da lei de anistia. O deputado Jorge Rodríguez mencionou que o governo está avaliando possíveis medidas de graça ou indulto para aqueles que não estão cobertos pela nova legislação.
Além disso, uma comissão parlamentar especial deve analisar os casos dos excluídos da anistia, assim como a situação de aproximadamente 11 mil pessoas em liberdade condicional.
A situação na Venezuela continua tensa, e muitos aguardam ansiosamente por mudanças que possam trazer alívio para os detentos e suas famílias.
Fonte por: Jovem Pan
