Conflito entre Silas Malafaia e Damares Alves sobre acusações de corrupção
O pastor Silas Malafaia respondeu, na quarta-feira (14 de janeiro de 2026), à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ela fazer declarações sobre o suposto envolvimento de entidades religiosas em desvios de aposentadorias e pensões. A senadora divulgou uma lista de igrejas e líderes evangélicos mencionados em requerimentos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.
Malafaia considerou as acusações levianas e prejudiciais à imagem da Igreja Evangélica. Em sua postagem, ele exigiu que Damares apresentasse os nomes específicos das instituições e líderes supostamente envolvidos nas irregularidades, questionando a falta de identificação das entidades mencionadas.
Demandas de Malafaia e resposta de Damares
O pastor criticou a senadora por não fornecer detalhes sobre os líderes e igrejas implicados, afirmando que a gravidade das acusações requer transparência. Ele pediu provas concretas e desafiou Damares a revelar os nomes dos líderes que, segundo ele, tentaram silenciá-la.
Damares, por sua vez, respondeu ao pastor publicando uma lista de instituições religiosas e pastores que tiveram pedidos de convocação ou quebra de sigilo aprovados pela CPMI do INSS. Ela destacou que foi a autora do pedido que originou a comissão, que começou a atuar em 2025.
Investigação da CPMI do INSS
A CPMI do INSS investiga um esquema de descontos e empréstimos consignados irregulares que afetam aposentados e pensionistas em todo o Brasil. A comissão já analisou milhares de documentos e solicitou a suspensão de contratos considerados suspeitos.
Damares afirmou que todos os requerimentos apresentados têm base em indícios concretos, como Relatórios de Inteligência Financeira e informações da Receita Federal. Ela expressou seu desconforto com a possível participação de igrejas em esquemas fraudulentos, enfatizando a responsabilidade da comissão em investigar os fatos de forma imparcial.
Desdobramentos e reações
Após a divulgação da nota de Damares, Malafaia voltou a se manifestar, criticando a senadora por contradições em suas declarações. Ele argumentou que a lista apresentada incluía apenas um líder de destaque nacional e igrejas que não representam grandes denominações.
O prazo para a conclusão dos trabalhos da CPMI está previsto para março de 2026, podendo ser prorrogado se necessário para finalizar as investigações em andamento.
Fonte por: Poder 360
