Marçal é sentenciado a pagar indenização a Boulos por laudo falso divulgado

Decisão penaliza empresário por divulgar documento falso ligando Boulos ao uso de cocaína. Confira no Pode360.

02/02/2026 16:40

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Marçal (à esq.) foi condenado a indenizar Boulos (à dir.)

Empresário Pablo Marçal é condenado a indenizar Guilherme Boulos

O empresário e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), foi condenado a pagar R$ 100 mil ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol). A decisão, divulgada na quinta-feira (29 de janeiro de 2026), foi tomada em razão da divulgação de um laudo médico falsificado durante a campanha eleitoral de 2024, que erroneamente atribuía a Boulos o uso de cocaína.

Marçal publicou nas redes sociais um documento fraudulento insinuando que Boulos havia recebido atendimento médico devido ao consumo de substâncias ilícitas. Boulos também era candidato à prefeitura de São Paulo em 2024. A Justiça Eleitoral determinou a suspensão do perfil de Marçal no Instagram durante o período de campanha devido à publicação do documento falso.

Decisão Judicial e Falsificação de Documentos

A sentença foi proferida pelo juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo. O magistrado destacou que, embora o debate político permita críticas, isso não justifica a prática de crimes contra a honra ou a disseminação de informações falsas com o intuito de prejudicar a reputação de alguém.

O juiz observou que Marçal ultrapassou os limites do debate político ao utilizar um documento médico falsificado para criar uma narrativa criminosa, imputando falsamente a Boulos a condição de usuário de drogas. A decisão enfatizou que a assinatura do médico falecido foi forjada e que o documento foi criado com a intenção específica de prejudicar Boulos.

Histórico de Condenações e Fake News

Marçal já havia sido condenado a pagar R$ 30 mil em indenização por danos morais a Boulos em abril de 2025, por espalhar informações falsas durante a pré-campanha de 2024. Ele alegou que Boulos invadia casas e cobrava aluguel de famílias vulneráveis que se acomodavam nos imóveis.

O Poder360 tentou contato com a assessoria de Marçal para saber se ele pretende recorrer da decisão ou já efetuou o pagamento da indenização, mas não obteve resposta. A assessoria de Guilherme Boulos também foi contatada, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

Fonte por: Poder 360

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