Marcel van Hattem elabora pedido de impeachment contra Toffoli

Deputado federal age após Polícia Federal relatar ao STF menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro

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Marcel van Hattem

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Deputado Marcel van Hattem pede impeachment de Dias Toffoli

O deputado federal Marcel van Hattem, do partido Novo do Rio Grande do Sul, anunciou nesta quarta-feira (11) que está elaborando um pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma postagem em sua conta no X (ex-Twitter), o parlamentar destacou a necessidade de agir diante do suposto envolvimento de Toffoli com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Na publicação, van Hattem compartilhou uma imagem de uma reportagem sobre um relatório da Polícia Federal que menciona Toffoli. O documento, enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, revela que o celular de Vorcaro continha várias referências ao ministro. A PF solicitou que Toffoli fosse considerado “suspeito” em um processo que investiga as atividades do Banco Master, mas essa solicitação deve ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Em resposta, Toffoli afirmou que o pedido é infundado e que a PF não possui legitimidade para tal solicitação, com base no artigo 145 do Código de Processo Civil. Ele também mencionou que a resposta sobre o conteúdo do relatório será apresentada ao presidente da Corte.

Contexto do escândalo do Banco Master

O Banco Central determinou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A e de suas subsidiárias, após a identificação de irregularidades financeiras e uma grave crise de liquidez. Em janeiro de 2026, o Will Bank, parte do conglomerado de Vorcaro, também foi forçado a encerrar suas atividades.

As investigações revelaram que o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rendimentos muito acima da média do mercado, o que levou a instituição a assumir riscos excessivos e a manipular seu balanço financeiro, enquanto sua liquidez se deteriorava.

Os casos do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, que também foi liquidada em janeiro, são considerados os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Eles envolvem fraudes e tensões entre o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a Polícia Federal.

Em janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, do Banco Master de Investimentos e do Banco Letsbank, totalizando R$ 40,6 bilhões em garantias a serem pagos.

Fonte por: Jovem Pan

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