Marinho afirma que fim da escala 6 X 1 é viável mesmo em ano eleitoral
Ministro do Trabalho defende mudança alinhada às necessidades econômicas e critica modelo vigente. Confira no Poder360.
Ministro do Trabalho defende fim da jornada 6×1 durante período eleitoral
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que é viável aprovar o fim da jornada de trabalho 6×1 mesmo durante o período eleitoral. A declaração foi feita no programa “Bom dia, Ministro” na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026.
Marinho destacou que a mudança na jornada de trabalho pode ser implementada sem comprometer as necessidades econômicas do país. Ele enfatizou a importância de melhorar as condições de trabalho, especialmente para as mulheres, que são as mais afetadas pela atual escala.
Impactos da jornada 6×1 no ambiente de trabalho
O ministro classificou a jornada 6×1 como “cruel”, ressaltando que a proposta de alteração não prejudicaria a economia nacional. Segundo ele, a melhoria nas condições de trabalho pode reduzir a incidência de doenças e acidentes laborais.
Marinho afirmou: “O mundo do trabalho hoje gera muitas doenças, problemas, acidentes. Quanto mais melhorar esse ambiente, diminuirá a quantidade de acidentes, de doenças no mundo do trabalho.” Essa visão está alinhada com o debate crescente sobre a jornada de trabalho no Brasil.
Movimento e tramitação no Congresso
O debate sobre o fim da jornada 6×1 não é novo, mas ganhou força com a deputada Erika Hilton (Psol-SP), que em 2024 coletou assinaturas para a mudança. O tema é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Atualmente, tramitam no Congresso duas propostas para alterar a jornada de trabalho: uma na Câmara e outra no Senado. O texto do Senado já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação no plenário. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148 de 2025 prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais no primeiro ano após a aprovação.
A redução será gradual, com uma diminuição de uma hora por ano durante quatro anos, até alcançar 36 horas semanais. Por outro lado, a proposta na Câmara enfrenta dificuldades devido à falta de consenso na subcomissão especial.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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