Megaoperação ‘Poço de Lobato’ investiga 190 empresas e pessoas do Grupo Refit
Ministério Público de São Paulo investiga esquema bilionário de sonegação com refinaria, distribuidoras de fachada, fintechs e offshores.
Megaoperação Investiga Grupo Refit por Sonegação Fiscal
Uma megaoperação, chamada Poço de Lobato, foi realizada nesta quinta-feira (27) e visa investigar 190 empresas e indivíduos associados ao Grupo Refit, um conglomerado de combustíveis com mais de 70 anos de atuação no Rio de Janeiro. A ação é liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Receita Federal, que alegam que o grupo desviou cerca de R$ 26 bilhões em ICMS e impostos federais através de um extenso esquema de sonegação fiscal.
A Refit, que possui a antiga Refinaria de Manguinhos, se apresenta como uma grande empresa localizada às margens da Avenida Brasil. Segundo informações do próprio grupo, a refinaria ocupa uma área de 600 mil metros quadrados e possui um dos maiores parques de armazenamento de líquidos do Brasil, com capacidade superior a 200 milhões de litros, produzindo gasolina, diesel e combustíveis aditivados.
Esquema Criminoso e Medidas Judiciais
Conforme o MPSP, a Refit estaria no centro de uma complexa rede criminosa, onde a refinaria serviria como base para a sonegação. As investigações revelaram a existência de bases de armazenamento, distribuidoras de fachada, fintechs para lavagem de dinheiro, além de postos de combustíveis em São Paulo e no Rio de Janeiro, e empresas financeiras envolvidas no esquema.
As apurações indicam que o grupo utilizava estratégias para ocultar os verdadeiros beneficiários das operações ilegais, empregando “falsidades, camadas societárias e financeiras fraudulentas” e uma ampla rede de colaboradores. Apesar das alegações de legalidade por parte do grupo, o MPSP considera que as evidências não sustentam essa defesa.
Bloqueio de Bens e Coletiva de Imprensa
Como parte das ações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 8,9 bilhões contra todos os envolvidos no grupo investigado. Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) tomou medidas na Justiça Federal para tornar indisponíveis R$ 1,2 bilhão da empresa.
Uma coletiva de imprensa está agendada para esta quinta-feira, às 11h, com a presença do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio Oliveira e Costa, e do governador Tarcísio Gomes de Freitas, onde mais detalhes sobre a operação serão divulgados. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, e no Distrito Federal.
Resposta do Grupo Refit
Ainda não houve retorno do Grupo Refit após tentativas de contato. O espaço permanece aberto para quaisquer manifestações ou esclarecimentos por parte da empresa.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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