Ministro do STF nega compartilhamento de dados à CPI do Crime Organizado
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da CPI do Crime Organizado para acessar informações sobre o Banco Master S.A. e a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, associado a Daniel Vorcaro. As informações estão vinculadas à operação Compliance Zero, que está sob sigilo. A decisão foi comunicada por meio de dois ofícios enviados à comissão na terça-feira, 7 de abril de 2026.
Mendonça justificou a negativa afirmando que o compartilhamento dos documentos poderia comprometer as investigações em andamento. Embora tenha reconhecido a importância da CPI, o ministro negou o acesso imediato aos dados, ressaltando que o envio está “inviabilizado no presente momento”.
Detalhes da negativa e eixos de investigação
O ministro destacou que, no futuro, poderá haver uma reanálise do pedido, caso as diligências sejam concluídas. Os requerimentos nº 211 e nº 237, que foram negados, buscavam informações sobre dois aspectos principais:
- Instituição financeira: detalhes sobre as atividades do Banco Master no contexto da Operação Compliance Zero;
- Morte: informações sobre as circunstâncias do falecimento de Luiz Phillipi Mourão.
A negativa foi formalizada em dois documentos distintos, ambos com teor idêntico, registrados no sistema eletrônico do STF. O primeiro ofício foi assinado às 22h23 e o segundo às 22h25, ambos em resposta a ofícios da CPI.
Contexto sobre Luiz Phillipi Mourão
Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, era considerado parte do “núcleo de intimidação” de adversários de Vorcaro, conforme informações da Polícia Federal. Em uma decisão recente, o ministro Mendonça mencionou conversas entre Mourão e o banqueiro que poderiam ser interpretadas como intimidação.
O termo “sicário“, que tem origem no latim, refere-se a um assassino de aluguel. A defesa de Mourão confirmou sua morte em 6 de março, após ele ter tentado suicídio no Hospital João 23, em Belo Horizonte, onde estava internado desde 4 de março.
A Polícia Federal informou que Mourão “atentou contra a própria vida” e que ele havia sido preso horas antes, estando sob custódia em Minas Gerais. A PF não forneceu detalhes sobre as circunstâncias que levaram à sua internação.
Fonte por: Poder 360
