Mercado ajusta previsões para 2026 com cautela e otimismo moderado
Queda do dólar desde o ano passado gera expectativas otimistas do mercado sobre a inflação em 2023.
Queda do Dólar e Expectativas de Inflação
A recente queda do dólar, que se intensificou desde o ano passado, está influenciando positivamente as expectativas do mercado em relação à inflação. As previsões do IPCA, conforme o relatório Focus, têm mostrado uma tendência de queda, alcançando 3,91% nas últimas sete semanas. Essa mudança é impulsionada não apenas pela desvalorização da moeda, mas também pelo impacto das taxas de juros sobre a atividade econômica, especialmente nos setores que dependem do crédito.
Projeções para a Selic e Crescimento Econômico
O Banco Central tem mencionado a convergência das projeções para a meta de inflação como um fator crucial para iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic. O primeiro corte está previsto para março, e há a possibilidade de um ajuste maior do que o esperado, podendo chegar a 0,5 ponto percentual. Recentemente, a previsão média para a Selic em 2026 caiu de 12,25% para 12,13%, indicando que alguns analistas já consideram uma redução mais significativa da taxa, atualmente em 15% ao ano.
Revisão das Expectativas para o PIB
As expectativas para o PIB também estão sendo revisadas, com uma leve alta nas projeções de crescimento. O Índice de Atividade Econômica (IBCBr) mostrou um desempenho melhor do que o esperado, com uma queda de apenas 0,2% em dezembro, em comparação com a previsão de 0,4%. Essa revisão pode sinalizar um avanço maior da economia ao longo deste ano, embora o histórico do mercado indique que as projeções costumam ser conservadoras.
Desafios e Implicações Fiscais
Os estímulos econômicos, embora necessários para evitar uma desaceleração mais acentuada, têm implicações negativas para as contas públicas. O cenário econômico se assemelha a uma corrida de obstáculos, com avanços modestos que não convencem. Em 2026, ano eleitoral, é provável que esse padrão se repita, dificultando ajustes estruturais necessários nas contas públicas, que só devem ocorrer a partir de 2027.
Considerações Finais sobre a Política Monetária
Se a expansão da atividade econômica não comprometer a trajetória de queda da inflação, é possível que o Banco Central implemente cortes mais significativos na taxa de juros. No entanto, a instituição permanece atenta às condições fiscais ao calibrar a Selic, buscando um equilíbrio entre crescimento econômico e controle da inflação.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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