Analistas de instituições financeiras diminuíram a projeção para a inflação de 2025 em 11 semanas consecutivas. A estimativa foi reduzida de 5,07% para 5,05%, conforme o Boletim Focus, publicado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (11.ago.2025).
O levantamento, realizado na semana passada e que envolveu mais de 100 instituições financeiras, também apontou para uma redução na projeção inflacionária para 2026, passando de 4,43% para 4,41%.
Apesar da diminuição, a projeção para 2025 permanece acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. O relatório não oferece análises sobre as causas da persistência inflacionária acima do valor máximo.
A partir de 2025, com a implementação do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo essa meta válida quando varia entre 1,5% e 4,5%. O Banco Central ajustará as taxas de juros para garantir que a inflação esteja dentro desse intervalo.
PIB, taxa Selic e dólar
A projeção do crescimento do PIB em 2025 revisou-se para 2,21%, anteriormente estimada em 2,23%. Para 2026, a projeção de crescimento do PIB foi ajustada de 1,88% para 1,87%.
A taxa Selic deve encerrar o ano de 2025 em 15% ao ano – patamar atual da taxa básica de juros. Para o final de 2026, a projeção permanece em 12,50% ao ano. A redução para 10,50% ao ano deverá ocorrer somente ao final de 2027, estimativa mantida desde as últimas semanas.
A projeção para a taxa de câmbio no final de 2025 manteve-se em R$ 5,60. Para o ano de 2026, a cotação do dólar também foi fixada em R$ 5,70.
O que é o foco?
O relatório é publicado toda segunda-feira e apresenta, desde 2000, as projeções estatísticas de economistas e operadores do mercado consultados pelo Banco Central. É possível identificar as instituições que mais acertam nesse cenário.
A pesquisa alinha-se às previsões do mercado financeiro nacional acerca dos indicadores econômicos chave do país. Os analistas envolvidos abrangem profissionais de bancos, empresas de gestão de recursos e consultorias econômicas que colaboram consistentemente na coleta de dados conduzida pelo Banco Central.
Fonte por: Poder 360