Claudia Sheinbaum nega participação de forças dos EUA em operação contra cartel
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, do Movimento de Regeneração Nacional, afirmou nesta segunda-feira (23 de fevereiro de 2026) que não houve envolvimento de forças norte-americanas na operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração.
Operação e apoio dos EUA
Sheinbaum destacou que todas as operações são realizadas por forças federais mexicanas e que o governo dos EUA apenas compartilhou informações sobre a situação. Ela enfatizou que a responsabilidade pela operação, desde o planejamento até a execução, é das forças federais do México, especialmente da Secretaria de Defesa Nacional.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que os EUA forneceram apoio de inteligência e parabenizou o Exército mexicano pela operação bem-sucedida.
Captura de “El Mencho”
A operação para capturar Oseguera ocorreu em Tapalpa, Jalisco, onde a equipe de segurança do traficante reagiu com tiros. O líder do cartel conseguiu fugir inicialmente, mas foi localizado e cercado pelos militares. Ele e seus dois seguranças estavam gravemente feridos e não resistiram durante o transporte para atendimento médico.
Repercussões e violência no país
Após a operação, o cartel desencadeou uma onda de violência em cerca de 20 estados, incluindo Jalisco, Michoacán e Guanajuato. Os ataques incluíram incêndios de veículos, bloqueios de rodovias e a presença de homens armados em áreas urbanas.
As autoridades mexicanas implementaram medidas de segurança, como:
- suspensão do transporte público em Jalisco;
- orientações para que hóspedes permanecessem em hotéis, especialmente em Guadalajara;
- reforço no patrulhamento nas rodovias que fazem divisa com Jalisco;
- suspensão de voos de companhias aéreas para Puerto Vallarta e Guadalajara.
Pressão internacional e soberania mexicana
A operação ocorreu sob pressão do presidente dos EUA, que defendia ações mais rigorosas contra os cartéis mexicanos, incluindo a possibilidade de intervenções militares. Claudia Sheinbaum rejeitou essa ideia, afirmando que qualquer ação militar estrangeira violaria a soberania do México. O subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, considerou a morte de Oseguera um “grande avanço” para a segurança na América Latina.
Fonte por: Poder 360
