Ministério Público da Paraíba sugere a manutenção da prisão de João Lima
João Lima, preso por violência doméstica, tem habeas corpus contestado pelo Ministério Público da Paraíba, que pede manutenção da prisão.
Manutenção da Prisão Preventiva do Cantor João Lima
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou, na quarta-feira (4), a manutenção da prisão preventiva do cantor João Lima, cujo nome verdadeiro é John Kennedy Martins Figueiredo. O parecer foi enviado à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e se opõe ao pedido de habeas corpus feito pela defesa do artista, que está detido por violência doméstica.
Argumentos do Ministério Público
O parecer, assinado pelo procurador de Justiça Luciano Maracajá, defende a integral manutenção da decisão de primeira instância. O MPPB refutou os argumentos da defesa, que questionava a competência do juízo plantonista para decretar a prisão preventiva, e destacou a falta de fundamentos legais para a liberação do cantor, sugerindo que a prisão poderia ser substituída por medidas cautelares.
A prisão preventiva foi decretada após representação da autoridade policial e apoio do Ministério Público, com base em episódios de violência doméstica. O MPPB enfatiza que a situação se enquadra na Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres e garantir uma resposta rápida do Estado em casos de violência.
Contexto da Violência
O procurador também mencionou que a Resolução nº 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça permite a análise de casos relacionados à Lei Maria da Penha durante o plantão judiciário, incluindo a decretação de prisão preventiva em situações urgentes. O MPPB apontou que os relatos indicam uma série de episódios de violência ao longo de dois meses, que começaram durante a lua de mel do casal e se intensificaram após a vítima deixar o lar.
Detalhes da Prisão e Investigação
João Lima está preso desde 26 de janeiro. A defesa apresentou um pedido de habeas corpus que será avaliado pela Câmara Criminal do TJPB. O cantor se encontra na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, onde foi levado após a audiência de custódia que decidiu pela manutenção da prisão.
A investigação começou após a divulgação de vídeos que mostram agressões contra Raphaella Brilhante, ex-esposa do cantor. As imagens mostram o artista agredindo a vítima fisicamente. Raphaella registrou uma ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e, após a decretação da prisão, João Lima se apresentou à polícia.
Medidas Protetivas e Relato da Vítima
Além da prisão, a Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência em favor de Raphaella. Em seu depoimento, ela relatou um ciclo de violência durante o relacionamento de aproximadamente dois anos, que se intensificou após o casamento no ano passado. A equipe jurídica do cantor não se manifestou sobre o caso quando procurada.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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