“Ministro afirma que economia é capaz de suportar 40 horas semanais”

Estudo do Ministério do Trabalho revela impacto médio de 4,7% na folha de pagamento, classificado como “factível”.

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"Economia consegue suportar 40h semanais", diz ministro do Trabalho, Luiz Marinho | Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

"Economia consegue suportar 40h semanais", diz ministro do Trabalho, Luiz Marinho | Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Ministro do Trabalho defende jornada de 40 horas semanais

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que a economia brasileira é capaz de suportar uma carga de 40 horas semanais, em vez das 36 horas propostas pela PEC que visa o fim da escala 6 X 1. Marinho destacou que a redução da jornada é viável e não causaria estrangulamento à economia, desconsiderando críticas que remontam a períodos históricos como a escravidão.

Ele enfatizou que o governo federal está a favor da jornada de 40 horas e que a implementação imediata de 36 horas não seria adequada. Marinho acredita que a redução da jornada pode trazer benefícios à saúde mental dos trabalhadores e aumentar a produtividade no ambiente de trabalho.

Impactos e considerações sobre a proposta

O ministro ressaltou a importância de um debate equilibrado e realista sobre a redução da jornada de trabalho, afirmando que o governo busca uma abordagem que atenda às demandas da população. Ele também mencionou que, neste momento, não haverá discussões sobre compensações financeiras relacionadas à mudança na carga horária.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, deve se pronunciar em uma audiência na comissão para discutir o assunto mais a fundo.

Impacto na folha de pagamento

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, apresentou dados sobre o impacto da redução na folha de pagamento, estimando um aumento médio de 4,7%, considerado factível. Montagner destacou que a escala 5 X 2 já é a norma para a maioria dos trabalhadores com carteira assinada, enquanto 35% dos que trabalham na escala 6 X 1 estão em micro e pequenas empresas.

Os impactos na folha de pagamento variam conforme o setor, conforme detalhado a seguir:

Fonte por: Poder 360

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