Ministro afirma que papel da CGU no caso Master é apenas “acompanhar”

Vinicius Carvalho declara que BC está à frente das investigações e que a análise do processo administrativo disciplinar ocorrerá posteriormente.

09/02/2026 9:40

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Vinicius Carvalho

Ministro da CGU Comenta Investigações do Banco Master

O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o papel do órgão nas investigações relacionadas ao Banco Master é acompanhar as ações do Banco Central (BC) e oferecer suporte. Após essa fase, será analisada a necessidade de instaurar um processo administrativo disciplinar (PAD).

Carvalho destacou que a CGU avaliará se deve assumir a condução do processo ou se o BC continuará à frente das investigações, sempre em diálogo com a instituição. Ele enfatizou que o BC está priorizando a condução das apurações.

Transparência e Agenda do Governo

O ministro foi questionado sobre a presença do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto e suas reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da agenda oficial. Carvalho defendeu que o governo tem avançado significativamente na transparência das agendas de seus membros.

Ele mencionou que o sistema e-Agendas, utilizado para registrar as atividades do alto escalão do governo, teve um aumento de 390% nos registros entre os governos de Jair Bolsonaro e Lula, passando de 6% para mais de 90% de verificação.

Auditorias em Emendas Parlamentares

Carvalho também comentou sobre a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que determinou a aceleração das auditorias sobre a aplicação de recursos de emendas parlamentares na saúde. O ministro informou que a CGU já apresentou um calendário para as auditorias e que revisões estão sendo feitas conforme solicitado.

Ele assegurou que as emendas são rastreáveis e que soluções operacionais estão sendo implementadas para garantir maior transparência e agilidade na inserção de dados sobre os apoiadores das emendas.

Preocupação com o Crime Organizado

O ministro da CGU expressou preocupação com a infiltração do crime organizado em setores responsáveis por licitações e contratos. Ele destacou que a desregulamentação facilitou a lavagem de dinheiro e a inserção do crime organizado na economia formal.

Carvalho ressaltou a necessidade de uma coordenação mais eficaz entre os órgãos reguladores e o governo federal, além de Estados e municípios, para combater essa captura da atividade regulada pelo crime organizado. Ele acredita que o Estado brasileiro conseguirá enfrentar esse desafio.

Fonte por: Poder 360

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