Ministros afirmam que Brasil e EUA progrediram em comércio e segurança

Chefes de órgãos destacam avanços em tarifas, segurança e combate ao crime organizado entre Brasil e EUA. Confira no Poder360.

07/05/2026 18:40

3 min

Ministros afirmam que Brasil e EUA progrediram em comércio e segurança
(Imagem de reprodução da internet).

Reunião Bilateral entre Brasil e EUA Foca em Comércio e Segurança

Ministros da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacaram que os principais temas discutidos na reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, incluíram tarifas comerciais, combate ao crime organizado e minerais críticos. O encontro ocorreu em Washington na quinta-feira, 7 de maio de 2026, e teve duração de aproximadamente uma hora e 10 minutos, seguido de um almoço entre as delegações.

Cooperação em Combate ao Crime Organizado

O chanceler Mauro Vieira comentou que a reunião foi marcada por um “clima muito positivo e amistoso”. Ele mencionou que os ministros brasileiros e os secretários norte-americanos trocaram ideias sobre áreas específicas de colaboração. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que o Brasil está avançando em duas frentes principais: o combate ao crime organizado e a integração das autoridades aduaneiras dos dois países.

Durigan explicou que a primeira frente envolve a atuação conjunta das aduanas brasileira e americana, com a Receita Federal do Brasil e a CBP (Customs and Border Protection) dos EUA trabalhando em conjunto. Ele destacou que o próximo passo é realizar operações conjuntas entre a Receita, a Polícia Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), além de compartilhar informações e planejar operações efetivas para o ano.

Combate à Lavagem de Dinheiro

Outro aspecto importante da cooperação bilateral é o combate à lavagem de dinheiro e à evasão de recursos. Durigan mencionou a operação Carbono Oculto, que foi a maior ação contra o crime organizado financeiro no Brasil, resultando no compartilhamento de informações entre a Receita Federal e o IRS dos EUA. Ele afirmou que informações sobre fraudes tributárias e mecanismos de evasão foram transferidas para os EUA, com alguns casos envolvendo recursos concentrados no Estado de Delaware.

Investimentos e Tarifas Comerciais

O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, destacou que um dos principais tópicos discutidos foi a ampliação dos investimentos entre Brasil e EUA. As delegações também continuaram as negociações sobre a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil, com base na seção 301 da Lei do Comércio. Rosa afirmou que as tarifas aplicadas às exportações brasileiras foram debatidas, e uma nova reunião deve ocorrer em até 30 dias para finalizar a investigação.

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O ministro enfatizou a importância de que os EUA voltem a ser um parceiro dinâmico, com o comércio entre os países retomando uma trajetória de crescimento, ao invés de queda, como ocorreu no ano anterior.

Propostas para Aumentar a Cooperação em Segurança

Na área de segurança, o ministro Wellington César Lima e Silva mencionou que Lula propôs a criação de grupos de trabalho para fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado, tanto em nível doméstico quanto internacional. O foco da delegação brasileira não era discutir a possível classificação do PCC e do CV como “grupos terroristas”, mas sim aprofundar um acordo já existente de colaboração nesse combate.

Fonte por: Poder 360

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