MJ solicita ao Itamaraty a extradição do presidente do IVL
Carlos César Rocha recebe pena de 7 anos por tentativa de golpe e falsificação de relatórios sobre urnas. Confira no Poder360.
Ministério da Justiça Solicita Extradição de Carlos Rocha
O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a documentação necessária para solicitar a extradição de Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL). O pedido foi formalizado na quinta-feira, 12 de março de 2026.
Contexto da Extradição
De acordo com informações da Polícia Federal, Rocha deixou o Brasil em setembro do ano passado e, segundo Moraes, há indícios de que ele esteja no Reino Unido. O presidente do IVL foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sendo acusado de elaborar relatórios fraudulentos sobre as urnas eletrônicas durante as eleições de 2022.
Providências para a Formalização do Pedido
Moraes determinou que fossem tomadas as medidas necessárias para formalizar o pedido de extradição junto às autoridades britânicas. A documentação foi publicada na terça-feira, 10 de março, e inclui traduções das leis e detalhes sobre os crimes cometidos por Rocha.
Exigências das Autoridades Britânicas
O avanço do pedido de extradição ocorreu após o STF enviar documentos exigidos pelo Reino Unido, incluindo garantias sobre as condições de prisão de Rocha no Brasil. O governo brasileiro agora aguarda que o Ministério das Relações Exteriores formalize a entrega da documentação ao Reino Unido para que a extradição seja decidida.
Rocha Considerado Foragido
Carlos Rocha foi declarado foragido pela Polícia Federal em dezembro de 2025, após não ser encontrado durante uma tentativa de cumprimento de um mandado de prisão domiciliar em seu apartamento em São Paulo. Ele foi contratado pelo Partido Liberal (PL) para realizar estudos que questionaram o resultado do segundo turno das eleições de 2022.
Relembre o Caso
Rocha foi condenado pelo STF por sua participação na produção e disseminação de estudos considerados falsos sobre as urnas eletrônicas, que foram utilizados para contestar o resultado das eleições de 2022. O Supremo Tribunal Federal afirmou que esses levantamentos careciam de base técnica e serviram para alimentar a narrativa de fraude eleitoral, visando desacreditar o sistema eleitoral e as instituições.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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