Moeda chinesa atinge novo recorde de valorização em relação ao dólar

Taxa de câmbio do dólar atinge 6,94 yuans na 3ª feira (3.fev.2026), a mais forte desde maio de 2023. Confira no Poder360.

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Valorização do Yuan Chinês em Relação ao Dólar

Na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, o yuan chinês continuou sua valorização frente ao dólar norte-americano, superando a marca de US$ 1 = 6,94 yuans. Este é o maior nível alcançado pela moeda desde maio de 2023, mesmo com a recuperação do dólar nos mercados globais.

O yuan onshore fechou a 6,9362, apresentando uma alta de 151 pontos-base em relação ao dia anterior, acumulando um ganho de quase 280 pontos-base desde 23 de janeiro.

Resiliência do Yuan e Mudanças no Mercado

A resistência do yuan, mesmo com a recuperação do dólar, indica uma dissociação das tendências entre as duas moedas, impulsionada por mudanças nas expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos e o risco global. Isso desafia a correlação inversa normalmente observada entre elas.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, se recuperou de uma mínima no final de janeiro. Após uma queda de 2,4% entre 19 e 30 de janeiro, o índice atingiu quase 95,6, um nível não visto desde fevereiro de 2022.

Impacto da Política Monetária dos EUA

O sentimento do mercado mudou após o Federal Reserve (Fed) decidir suspender os cortes nas taxas de juros em 29 de janeiro. Além disso, a nomeação do ex-governador do Fed, Kevin Warsh, como novo presidente do banco central dos EUA, contribuiu para a recuperação do índice, que alcançou 97,6 na terça-feira.

Apesar da força renovada do dólar, o Banco Popular da China demonstrou maior tolerância à volatilidade do yuan, fixando a taxa de câmbio média diária em 6,9608, ajustando-a em 95 pontos-base para um nível mais fraco em relação ao fechamento anterior.

Implicações da Valorização do Yuan

Participantes do mercado observam mudanças estruturais que sustentam a moeda chinesa. A valorização do yuan é vista como parte de uma narrativa global de desdolarização e diversificação de riscos. Isso pode criar oportunidades para outras moedas asiáticas, levando investidores a reconsiderar sua exposição ao dólar.

As consequências econômicas de um yuan mais forte ainda geram debate, especialmente para o setor exportador da China. Economistas apontam que a sensibilidade das exportações às flutuações cambiais diminuiu desde 2018, devido a uma composição de exportações mais sofisticada e uma crescente proporção de comércio liquidado em yuan.

No entanto, a valorização do yuan também pode resultar em efeitos de aperto monetário. Economistas alertam que, sem um estímulo doméstico forte, uma reavaliação significativa do yuan poderia ser contraproducente, considerando a atual dinâmica econômica da China, caracterizada por uma oferta robusta e demanda fraca.

Fonte por: Poder 360

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