Monique é demitida pela prefeitura do RJ no caso Henry Borel

Mãe do menino morto em 2021 é libertada após julgamento adiado e recebia salário de professora normalmente.

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A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros

Monique Medeiros é demitida após morte do filho Henry Borel

Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte de seu filho Henry Borel, foi demitida do cargo de professora da Prefeitura do Rio de Janeiro. A demissão foi publicada no Diário Oficial do Município na edição desta quarta-feira (25), após cinco anos recebendo seu salário normalmente.

Recentemente, Monique deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, e já está em casa. Sua soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, após o adiamento do julgamento do caso Henry Borel. A juíza acatou o pedido da defesa para relaxamento da prisão, evitando assim um possível excesso de prazo.

Durante a audiência, a defesa de Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, também acusado pelo crime, solicitou o adiamento do júri por falta de acesso às provas. Após o pedido ser negado, os advogados de defesa abandonaram o plenário, resultando no adiamento do julgamento para 25 de maio.

Contexto do caso Henry Borel

Henry Borel faleceu no apartamento onde morava com sua mãe, Monique Medeiros, e seu padrasto, Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O menino foi levado a um hospital particular, onde o casal alegou que ele havia sofrido um acidente doméstico.

No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) revelou que Henry apresentava 23 lesões causadas por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações da Polícia Civil indicaram que Henry era vítima de torturas praticadas pelo padrasto, com a mãe ciente das agressões.

Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho enfrenta a acusação de homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão de socorro.

Segundo a denúncia, no dia do crime, Jairinho, de forma consciente, causou lesões corporais em Henry, que resultaram em sua morte. Monique, como garantidora legal da criança, se omitiu de sua responsabilidade, contribuindo para o crime.

Além disso, o MPRJ aponta que, em três ocasiões durante fevereiro de 2021, Jairinho submeteu Henry a sofrimentos físicos e mentais por meio de violência.

Fonte por: Jovem Pan

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