STF amplia monitoramento de drones na casa de Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e aumentou o perímetro de monitoramento de drones sobre a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro está em prisão domiciliar desde que recebeu alta hospitalar no final de março.
Inicialmente, Moraes havia proibido o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da casa de Bolsonaro, visando proteger a privacidade do ex-presidente e dos moradores da região. Com a nova decisão, o perímetro foi ampliado para 1 quilômetro.
Justificativa para a ampliação do perímetro
Moraes argumentou que a tecnologia atual dos drones permite a captação de imagens a longas distâncias, tornando o limite de 100 metros insuficiente para garantir a segurança do ex-presidente. O ministro destacou que a restrição anterior não era eficaz para mitigar riscos como monitoramento indevido e coleta de informações sensíveis.
Na decisão, Moraes afirmou que “a limitação espacial reduzida não mitiga de forma adequada os riscos à segurança institucional”, referindo-se à possibilidade de condutas ilícitas que poderiam ser preparadas a partir de informações obtidas por drones.
Contexto da prisão domiciliar de Bolsonaro
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi estabelecida por um período de 90 dias, após sua internação devido a problemas de saúde, incluindo uma broncopneumonia bilateral. A PMDF argumentou que o perímetro de 100 metros era “insuficiente” para proteger a intimidade do ex-presidente e solicitou a ampliação para um quilômetro.
Além disso, a PMDF ressaltou que a tecnologia dos drones modernos permite a captura de imagens com alta resolução e alcance, o que justifica a necessidade de um perímetro maior para garantir a segurança de Bolsonaro.
Conclusão sobre a decisão de monitoramento
A ampliação do perímetro de monitoramento de drones reflete a preocupação das autoridades com a segurança do ex-presidente e a proteção de sua privacidade. A decisão de Moraes busca assegurar que as medidas protetivas sejam adequadas frente aos avanços tecnológicos que possibilitam a vigilância à distância.
Fonte por: CNN Brasil
