Moraes arquiva inquérito contra Casagrande devido à falta de provas

Ministro determina que diálogos com desembargador ligado a TH Joias não possuem relevância penal. Confira no Poder360.

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"Meu grande acerto foi fazer um investimento forte em educação", afirma o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) em entrevista ao Poder360 | Bruno Gaudêncio/Poder360 - 27.jan.2026

"Meu grande acerto foi fazer um investimento forte em educação", afirma o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) em entrevista ao Poder360 | Bruno Gaudêncio/Poder360 - 27.jan.2026

Arquivamento de Investigação Contra Governador do Espírito Santo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu arquivar a investigação contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). O político foi mencionado em uma operação da Polícia Federal que apura o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por suspeitas de lavagem de dinheiro e compra de armas para o Comando Vermelho.

Detalhes da Investigação

A Polícia Federal encontrou conversas entre o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e o governador Casagrande. De acordo com a PF, o governador teria atuado junto ao TRF-2, por meio do magistrado, para apoiar a candidatura de André Sampaio à prefeitura de Montanha, no Espírito Santo.

Decisão do Ministro

Após analisar o pedido da PF, Moraes concluiu que os diálogos não possuem relevância jurídica suficiente para justificar a abertura de um inquérito contra Casagrande. O ministro ressaltou que não há provas concretas nas conversas que indiquem a intenção do governador de cometer irregularidades.

Encaminhamentos e Outros Envolvidos

O ministro também determinou que a representação e seus anexos relacionados ao desembargador Macário Ramos Júdice Neto e outros citados sejam encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça.

Contexto da Operação

No dia 27 de fevereiro, a Polícia Federal indiciou cinco pessoas por suspeita de repassar dados confidenciais ao Comando Vermelho, incluindo o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. As investigações revelaram um esquema de corrupção que envolve a facção criminosa e agentes políticos.

TH Joias é acusado de utilizar seu mandato para beneficiar o Comando Vermelho, além de nomear comparsas e negociar armas para a organização. O esquema inclui a participação de chefes do Comando Vermelho, um delegado da PF, policiais militares e ex-secretários, todos respondendo por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Fonte por: Poder 360

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