Moraes ordena que Bolsonaro retorne ao uso de tornozeleira eletrônica

Ministro do STF autoriza prisão domiciliar temporária para ex-presidente internado desde 13 de março. Confira no Poder360.

24/03/2026 16:40

2 min

Moraes ordena que Bolsonaro retorne ao uso de tornozeleira eletrônica
(Imagem de reprodução da internet).

Decisão do STF sobre Jair Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retorne ao uso de tornozeleira eletrônica durante sua prisão domiciliar, concedida em 24 de março de 2026. A decisão leva em conta o estado de saúde do ex-chefe do Executivo, que tem enfrentado problemas médicos recorrentes nos últimos meses.

A prisão domiciliar tem caráter temporário, com duração de 90 dias a partir da alta hospitalar de Bolsonaro. Moraes destacou que, segundo a literatura médica, a recuperação total dos pulmões de um idoso pode levar de 45 a 90 dias. Após esse período, a situação será reavaliada, podendo incluir perícia médica, se necessário.

Condições da Prisão Domiciliar

Além da tornozeleira eletrônica, Moraes estabeleceu algumas condições para a prisão domiciliar de Bolsonaro:

  • Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan poderão visitá-lo nas mesmas condições legais de um estabelecimento prisional, às quartas e sábados, em horários específicos;
  • Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva não precisarão de autorização para visitas, pois residem na mesma casa;
  • Médicos poderão visitá-lo sem necessidade de autorização;
  • Bolsonaro poderá ser internado sem decisão judicial prévia, caso haja orientação médica;
  • O ex-presidente não poderá utilizar celulares ou qualquer meio de comunicação externa;
  • Os celulares dos visitantes deverão ser entregues aos agentes policiais;
  • Não será permitido o uso de redes sociais ou a divulgação de fotos e vídeos durante a prisão domiciliar.

Contexto da Decisão

A defesa de Bolsonaro havia solicitado a prisão domiciliar, alegando risco à saúde e a necessidade de acompanhamento médico contínuo. Os advogados mencionaram episódios de internação e agravamento do quadro respiratório do ex-presidente, que foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral.

O procurador-geral Paulo Gonet também defendeu a prisão domiciliar, considerando que o ambiente familiar é adequado para proporcionar a atenção necessária ao ex-presidente. O último boletim médico, divulgado em 24 de março de 2026, informou que Bolsonaro recebeu alta da unidade de terapia intensiva, mas ainda não tem previsão de alta hospitalar.

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Fonte por: Poder 360

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