Moraes rejeita visita de Valdemar a Bolsonaro, mas alivia restrições

Decisão do ministro acolhe pedidos da defesa e da Polícia Militar; ex-presidente recebe assistência religiosa e caminhadas, mas Valdemar da Costa Neto é vetado.

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O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, o Vice-Presidente Nacional do Partido Liberal, Deputado Márcio Alvino, o Presidente de Honra do Partido Liberal, Jair Bolsonaro,

O Presidente Nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, o Vice-Presidente Nacional do Partido Liberal, Deputado Márcio Alvino, o Presidente de Honra do Partido Liberal, Jair Bolsonaro,

Decisão do STF sobre visitas a Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, pudesse visitá-lo na prisão. A decisão foi fundamentada no fato de que ambos estão sob investigação por supostas atividades relacionadas a uma organização criminosa e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Moraes destacou que a proibição de contato direto entre investigados e condenados é essencial para proteger a integridade das investigações em andamento. Além de Valdemar, o senador Magno Malta também teve seu pedido de visita negado, uma vez que a Polícia Militar informou que ele tentou acessar a unidade sem autorização, utilizando indevidamente suas prerrogativas parlamentares, o que comprometeu a segurança do local.

Flexibilizações nas visitas de Bolsonaro

Apesar da recusa a Valdemar e Malta, a decisão trouxe algumas flexibilizações no regime de visitas do ex-presidente. Moraes autorizou a mudança dos dias de visitação de quintas-feiras para sábados, visando não interferir no fluxo administrativo do batalhão durante a semana. Além disso, foi permitida a entrada simultânea de até dois visitantes por vez.

O ministro também aprovou um cronograma de visitas para fevereiro, que inclui a entrada dos deputados federais Gilberto Gomes da Silva e Hélio Fernando Barbosa Lopes, do senador Wilder Pedro de Morais e do ex-secretário de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia.

Assistência religiosa e atividades físicas

Outra alteração significativa foi a inclusão do Padre Paulo M. Silva na lista de assistência religiosa, permitindo que ele visite Bolsonaro alternadamente com os líderes evangélicos que já frequentavam o local, como o Bispo Robson Rodovalho e o Pastor Thiago Manzon.

Além disso, o STF autorizou que o ex-presidente realize caminhadas no campo de futebol ou na pista da unidade, sempre sob escolta, para manter sua saúde física, conforme recomendação médica.

Fonte por: Jovem Pan

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