Morte de Sara Mariano: três réus recebem penas de até 34 anos na Bahia

Júri condena por feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa; penas em regime fechado

26/03/2026 14:20

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A cantora gospel Sara Mariano foi morta aos 38 anos

Condenação de Acusados pela Morte da Cantora Gospel Sara Mariano

Três homens foram condenados a penas que somam até 34 anos de prisão pelo assassinato da cantora gospel Sara Mariano. O julgamento ocorreu entre os dias 24 e 25 de outubro, no Tribunal do Júri de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.

Ederlan Santos Mariano, viúvo da vítima e considerado o mentor do crime, recebeu a pena máxima de 34 anos e 5 meses. Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e 2 meses, enquanto Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Zadoque”, foi sentenciado a 28 anos e 6 meses. Todos os réus cumprirão suas penas em regime fechado.

Detalhes do Crime e Sentença

Segundo a sentença do Tribunal de Justiça da Bahia, os crimes foram cometidos em concurso material, o que resultou na soma das penas. A redução da pena de Weslen se deu em função de sua confissão durante o julgamento.

Os jurados reconheceram que os réus cometeram feminicídio qualificado, motivado por razões torpes, utilizando pagamento ou promessa de recompensa, além de meios cruéis e recursos que dificultaram a defesa da vítima. Também foram considerados os crimes de ocultação de cadáver e associação criminosa, conforme informações do Ministério Público da Bahia.

Como o Crime Foi Cometido

De acordo com a denúncia, Sara Mariano foi atraída sob o falso pretexto de participar de um evento religioso. A investigação revelou que ela foi morta com 22 golpes de faca, e seu corpo foi ocultado e queimado para dificultar a elucidação do crime.

Repercussão e Justiça

O Ministério Público destacou que os acusados agiram de forma organizada, com divisão de tarefas, motivados por interesses financeiros e questões relacionadas à carreira artística de um dos envolvidos. Durante o julgamento, a promotora de Justiça Mirella Brito enfatizou a gravidade do crime e a importância da condenação como um sinal de que o feminicídio é uma questão séria que não será tolerada.

Além disso, um quarto acusado, Gideão Duarte de Lima, já havia sido condenado em abril deste ano a mais de 20 anos de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa, sendo apontado como responsável por atrair a vítima ao local do crime.

Fonte por: CNN Brasil

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