O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPDFT entrou com recurso no TJDFT para acusar formalmente Bruno Henrique, atacante do Flamengo, e seu irmão, Wander Lima Pinto Júnior, por estelionato.
A ação questiona a decisão do juiz Fernando Brandini Barbagalo que admitiu unicamente o inquérito por fraude esportiva e negou o da estelionato.
A investigação investiga se Bruno Henrique cometeu retenção de cartão amarelo em partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, favorecendo apostadores – entre eles, segundo o MP (Ministério Público), seu irmão. A instituição afirma que casas de apostas foram vítimas do esquema, configurando crime contra o patrimônio.
O Gaeco solicitou na petição que a decisão fosse reformada “para admitir a peça acusatória” quanto ao estelionato, alegando que há prova da existência de empresas vitimadas, conforme previsto no artigo 171 do Código Penal. Também pediu que fosse fixada fiança de R$ 2 milhões para o jogador.
Ademais, o MPDFT solicitou medidas restritivas, incluindo a suspensão de qualquer atividade relacionada a jogos de azar, a proibição de contratos de patrocínio com casas de apostas e o bloqueio da criação de contas ou da realização de apostas por terceiros. A acusação deseja que tais restrições se apliquem a todos os réus do processo.
Bruno Henrique e seu irmão podem receber de 2 a 6 anos de prisão, caso sejam condenados por fraude esportiva. O juiz Fernando Brandini Barbagalo ainda não estabeleceu prazo para análise do recurso.
Fonte por: Poder 360