MPT concede prazo de 5 dias para reguladora esclarecer vazamentos da Vale

Procuradora do MPT solicita à ANM informações sobre ações após extravasamentos de água com sedimentos em MG. Leia no Poder360.

27/01/2026 21:30

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Dique Ouro Preto

Ministério Público do Trabalho cobra medidas da ANM após extravasamento em mina da Vale

O Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitou, na segunda-feira (26 de janeiro de 2026), que a Agência Nacional de Mineração (ANM) informe em até cinco dias quais ações foram tomadas após o extravasamento de água com sedimentos na mina de Fábrica, operada pela Vale, localizada entre Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais.

A procuradora Isabella Filgueiras questiona se a ANM concorda com a avaliação da mineradora de que o incidente não afetou as barragens do complexo. A Vale, por sua vez, afirmou que o fluxo de água atingiu áreas de outra empresa, garantindo que a segurança da comunidade está preservada.

Posicionamento da ANM

A ANM declarou que não houve “ruptura, colapso ou comprometimento” das estruturas de barragens ou pilhas de mineração relacionadas ao Complexo Mina de Fábrica, atribuindo o evento à infraestrutura da área operacional.

Contexto dos vazamentos

Recentemente, dois vazamentos de água foram registrados em minas da Vale em Congonhas. O primeiro ocorreu devido ao rompimento de uma barreira de contenção na mina de Fábrica, enquanto o segundo foi detectado em um sumidouro da mina Viga, localizada a cerca de 22 km do primeiro incidente. A Vale suspendeu as operações em ambas as minas após notificação da Prefeitura de Congonhas.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, exigiu uma “solução imediata e efetiva” da ANM para o problema, mencionando a possibilidade de interdição das operações da Vale para garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental.

Impactos do extravasamento na mina de Fábrica

O extravasamento na mina de Fábrica resultou na liberação de 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo rejeitos de mineração, que causaram impactos ambientais significativos. A lama atingiu a área de outra mineradora, a CSN, e contaminou o rio Goiabeiras, que passa pela área urbana de Congonhas, antes de se encontrar com o Rio Maranhão.

De acordo com a CSN, o incidente causou alagamentos em sua unidade localizada no distrito de Pires, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas.

Fonte por: Poder 360

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