Mudança na relatoria do Master coloca pressão sobre Alcolumbre
Ministro André Mendonça investiga 2 inquéritos sobre irregularidades de aliados do presidente do Senado. Confira no Poder360.
Investigação sobre Fraudes no Banco Master e INSS
O ministro André Mendonça, do STF, está à frente das investigações que apuram fraudes relacionadas ao Banco Master e aos descontos associativos do INSS. O objetivo é identificar possíveis conexões entre os inquéritos. A Polícia Federal revelou que o Banco Master operava na venda de carteiras de crédito consignado destinadas a aposentados.
As investigações apontaram que essas carteiras foram compradas por fundos de previdência, mesmo após alertas sobre os riscos envolvidos. Um dos casos destacados é o da Amprev (Instituto de Previdência do Amapá), que se tornou alvo da Operação Zona Cinzenta em 5 de fevereiro. A liderança do fundo foi indicada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, incluindo o ex-diretor-presidente Jocildo Silva Lemos.
Investigações da Amprev
Os gestores da Amprev estão sendo investigados por ações imprudentes e fraudulentas ao aplicarem R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master sem a devida documentação técnica. Além de Jocildo, também são alvos das investigações José Milton Afonso Gonçalves, coordenador do Comitê de Investimentos, e Jackson Rubens de Oliveira. A Justiça Federal destacou que Jocildo teve um “papel central” nas reuniões que aprovaram os investimentos, que resultaram na liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
Fraudes no INSS
Na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes nos pagamentos a pensionistas e aposentados, surgiram indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS, teria repassado R$ 3 milhões ao ex-chefe de gabinete de Alcolumbre, Paulo Boudens.
Em 9 de outubro, a CPMI do INSS rejeitou o pedido de quebra do sigilo fiscal e telemático de Boudens, que ocupa um cargo de confiança no Senado com um salário de R$ 31.300.
Conflito entre Alcolumbre e Mendonça
Um ponto de tensão entre Davi Alcolumbre e André Mendonça remonta à sabatina do indicado ao STF em 2021. Na época, Alcolumbre, então presidente da CCJ do Senado, adiou a data da sabatina, gerando especulações sobre uma possível rejeição de Mendonça. Ele se tornou o indicado que mais aguardou para ser sabatinado desde a redemocratização, com sua ida ao Senado ocorrendo 142 dias após a indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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