Multidão se mobiliza em apoio ao governo iraniano; assista ao vídeo

Mídia estatal menciona centenas de milhares; presidente marca presença na “marcha de resistência nacional” em Teerã.

12/01/2026 14:30

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Os atos de apoio ao governo se dão enquanto várias cidades irani...

Manifestações em Apoio ao Governo Iraniano

Centenas de milhares de iranianos participaram de manifestações em apoio ao governo nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026) em diversas cidades do país. O presidente Masoud Pezeshkian se juntou aos manifestantes em Teerã, onde a multidão carregava bandeiras iranianas e retratos do aiatolá Ali Khamenei.

Imagens divulgadas por emissoras estatais mostraram grandes concentrações em cidades como Birjand, Zanjan, Kerman, Zahedan, Rasht, Arak, Mashhad e Tabriz, com os participantes expressando apoio às autoridades e suas medidas de reforma.

Horários e Contexto das Manifestações

Os comícios começaram às 14h no horário local em várias províncias, enquanto em algumas localidades as manifestações tiveram início mais cedo, às 9h e 11h. No domingo (11 de janeiro), Pezeshkian convocou a população para uma “marcha de resistência nacional”. Durante uma transmissão à TV estatal, o presidente afirmou que está trabalhando para apaziguar a indignação dos iranianos em relação à situação econômica, mas garantiu que “não permitirá que os manifestantes desestabilizem o país”.

Esses atos de apoio ao governo ocorrem em meio a protestos em várias cidades iranianas, que enfrentam uma grave crise econômica, caracterizada por alta inflação, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais. As autoridades iranianas atribuem os protestos à interferência internacional, culpando os Estados Unidos e Israel por apoiar os manifestantes.

Repressão e Contexto Político

As manifestações, que começaram em dezembro de 2025, exigem reformas políticas e do sistema judiciário, além de maior liberdade e críticas ao governo de Khamenei, líder supremo do país. O Irã tem reprimido fortemente os protestos. Segundo a agência Hrana (Human Rights Activists News Agency), até o domingo (11 de janeiro), 544 pessoas morreram, incluindo 47 integrantes das forças policiais, e 10.681 foram presas.

Khamenei, que comanda o Irã desde 1989, exerce poder absoluto em uma teocracia islâmica xiita, onde as leis são baseadas na Sharia. O regime impõe severas restrições às mulheres, incluindo o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e a necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição é fragmentada, composta por monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem uma liderança unificada.

Fonte por: Poder 360

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